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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Existe horário correto para fazer as refeições?

Especialista esclarece como funciona nosso relógio biológico, e como podemos prevenir doenças por meio da crononutrição

Foto: Reprodução

Prática de atividade física, dieta rica em nutrientes, sono regular, tudo isso é estimulado para beneficiar a saúde física e mental dos indivíduos. A procura por uma boa forma aliada a busca por mais qualidade de vida tem levado inúmeras pessoas a ressignificar seus hábitos e a adotar um estilo mais saudável.

Mas, o que muita gente não sabe, é que os horários das refeições estão intimamente ligados a resposta que o nosso corpo dá em diversas situações. A chamada crononutrição, é responsável por estudar como o relógio biológico de cada pessoa influencia na absorção dos alimentos.

Você com certeza já deve ter se perguntado, porque algumas dietas restritivas e planos alimentares não funcionam sempre com todas as pessoas. Ou seja, não dá para simplesmente adotar a dieta de um indivíduo e assim tentar atingir resultados satisfatórios.

A crononutrição explica justamente isso, o relógio biológico é individual, cada organismo responde a um metabolismo específico. Dessa forma, entender qual o seu cronotipo, por exemplo, pode ser a melhor maneira de adotar um estilo de vida que realmente funcione dentro da sua rotina, pontua a professora Monique Carvalho.

De acordo com Monique, nosso corpo possui hormônios que sofrem influência do dia e da noite. “Alguns hormônios funcionam melhor durante o período da manhã e da tarde, e se tornam mais inativos no período de vigília. Logo, se recomenda que os períodos estabelecidos para cada refeição sejam cumpridos corretamente, alimentos mais difíceis de serem processados devem ser evitados próximo ao horário de dormir, por exemplo”.

Alerta para prevenção

Com a ajuda de exames que mostram o perfil nutrigenético e o painel metabólico do corpo do indivíduo, é possível prevenir a obesidade, combater doenças cardiovasculares, combater a insônia e melhorar a saúde do intestino. No perfil nutrigenético, a análise é feita para verificar a predisposição à obesidade por meio dos genes, enquanto o painel metabólico irá mostrar como a genética influencia no modo como o corpo responde a atividades físicas.

Assim, verifica-se por exemplo, que tipo de alimento o paciente é mais sensível de acordo com os horários. Dessa forma, o nutricionista pode elaborar um plano alimentar que acompanhe o metabolismo do indivíduo.

Segundo a coordenadora do curso de nutrição, a escolha adequada dos alimentos faz toda diferença. “A principal dica é não pular os períodos de refeição como café da manhã, almoço e jantar, optar pela manhã em um café mais rico em frutas e macronutrientes. Já no almoço, invista na qualidade de nutrientes, não na quantidade. Proteínas, vitaminas, carboidratos e minerais devem fazer parte do cardápio”, destaca.

O que a Crononutrição não é

A nutricionista alerta que essa ciência não é considerada uma dieta, portanto, não deve ser adotada como tal. Aliás, não tem nada restritivo, todos os alimentos são permitidos, desde que consumidos no horário e na quantidade correta.

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