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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Apesar de derrotas, Brasil possui sólida hegemonia no vôlei sul-americano

O Brasil obteve o título mesmo com a derrota porque precisava vencer apenas um set para se sagrar campeão

Foto: BC Nikola Paris

A seleção feminina do Brasil foi campeã do Sul-Americano de Vôlei na decisão de domingo (19) e obteve seu 22º título na competição. A manchete que estampou o noticiário esportivo, porém, foi negativa para as brasileiras. Apesar do título, o Brasil perdeu o jogo final para a Colômbia por 3 sets a 1. Além disso, no dia seguinte, graças à derrota na partida, a seleção perdeu a primeira posição no ranking mundial para os EUA e voltou ao segundo lugar.

O Brasil obteve o título mesmo com a derrota porque precisava vencer apenas um set para se sagrar campeão, já que o Sul-Americano é disputado em formato de pontos corridos, com um único grupo de cinco seleções.

As brasileiras terminaram empatadas com a Colômbia em vitórias e em pontos, mas garantiram o título graças à média de sets vencidos. As colombianas jogavam em casa, já que o Sul-Americano foi disputado na cidade de Barrancabermeja, no norte da Colômbia.

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A hegemonia brasileira no Sul-Americano feminino é tão grande que vencer a Colômbia era visto apenas como uma tarefa protocolar. A derrota em contrapartida, foi um choque que ofuscou o título obtido pelo Brasil.

Foi para os EUA, atuais detentores da liderança do ranking mundial, que o Brasil perdeu a final do torneio de vôlei feminino dos Jogos Olímpicos de Tokyo. No Rio 2016, as brasileiras caíram nas quartas de final – foi a primeira vez em que o Brasil não chegou às semifinais desde Seul 1988.

Nos Jogos Pan-Americanos, o Brasil ficou entre os quatro primeiros colocados em todas as edições já realizadas do torneio de vôlei feminino, com exceção de 1975 e 1995.

Já no Sul-Americano, o desempenho brasileiro é estelar: a seleção foi campeã em todas as 14 edições disputadas de 1995 a 2021. Entre todas as 34 edições realizadas até hoje, o Brasil foi campeão em 22 e vice-campeão em todas as demais. Isso deixa claro o tamanho da responsabilidade que as brasileiras carregam nas costas ao entrar em quadra e transforma qualquer mínimo revés em um grande transtorno.

O vôlei masculino brasileiro

O domínio do Brasil no vôlei masculino é ainda maior na América do Sul, a ponto de drenar a emoção do Sul-Americano masculino. Entre as 34 edições do torneio disputadas até hoje o Brasil venceu todas – com exceção da edição de 1964, da qual a seleção não disputou devido à instabilidade política provocada pelo golpe militar no país. A edição de 2021 foi disputada em Brasília e chegou ao fim no dia 5 de setembro.

Os brasileiros ocupam, atualmente, o primeiro lugar no ranking mundial do vôlei masculino.

Nos Jogos Pan-Americanos, o Brasil só não chegou ao pódio em uma das edições do torneio de vôlei masculino – a de 1995. Em 2007 e 2011, a seleção obteve a medalha de ouro. Em 2015, prata e em 2019, bronze.

Nas edições de Jogos Olímpicos, os brasileiros obtiveram medalha de ouro em Barcelona 1992, Atenas 2004 e Rio 2016. Em Beijing 2008 e Londres 2012, a seleção conquistou a prata. Em Tokyo 2020, a seleção ficou em quarto lugar após perder para o time russo na semifinal e para a Argentina na disputa pelo bronze. Foi o pior desempenho dos brasileiros em Olimpíadas desde Sydney 2000.

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