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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Terminal Portuário de Alcântara será um dinamizador das exportações do Arco Norte

O calado natural do TPA, de 25 metros, permitirá ao terminal operar os maiores navios graneleiros da atualidade

Foto: Reprodução

O diretor-executivo da Grão Pará Multimodal, Paulo Salvador, explica que o Terminal Portuário de Alcântara (TPA) é uma infraestrutura privada autorizada ao abrigo de um contrato de adesão assinado com o Governo Federal. Foi objeto de um vasto conjunto de estudos e simulações que comprovaram as suas caraterísticas únicas no cenário dos portos brasileiros, existentes e planejados.

“Além de se situar num local abrigado da costa, a Baía de São Marcos com as suas águas profundas, tem uma conexão ferroviária de cerca de 520 quilômetros, que o ligará às maiores ferrovias da malha brasileira; a saber: Ferrovia Norte Sul e Estrada de Ferro de Carajás”, ressaltou.

O calado natural do TPA, de 25 metros, permitirá ao terminal operar os maiores navios graneleiros da atualidade, “notadamente os Capesize, para transporte de grãos, e os Valemax, para minério de ferro, e movimentar, no seu conjunto, cargas que podem exceder os 400 Mtpa, dadas as grandes dimensões das áreas off-shore e on-shore que o terminal possui”, informou o empresário.

Salvador avalia que “a competitividade internacional do Brasil depende do preço a que consegue colocar as suas exportações no destino final e não do preço a que os produtos chegam aos portos brasileiros para serem embarcados. O preço de transporte tem que ser competitivo no seu conjunto e não apenas dentro do território nacional”.

“É por esta razão que o TPA será um projeto essencial para reduzir os atuais custos de transportes, tanto dentro do território nacional, pela ligação direta às grandes ferrovias nacionais, como pela utilização de navios de grande porte, como os Capesize, para transporte de grãos, o que irá baixar significativamente o custo do frete marítimo; como tem sido bastante noticiado ultimamente, em até US$ 15/ton, conforme estudos da Esalq Log”, enfatizou.

Paulo Salvador destaca que estão já em andamento os processos “para tornar realidade importantes projetos que irão se conectar com a Ferrovia Norte Sul, que são a FICO, ligando a Água Boa- MT, e a EF-232, ligando a Balsas e praticamente entrando em operação o trecho central da FNS, com 1.500 quilômetros de extensão. Está previsto que estas ferrovias injetem cerca de 50 Mtpa de grãos na Ferrovia Norte Sul, e que pelo fato de se localizarem a norte do conhecido paralelo 16, fará sentido econômico serem transportados para um porto do Arco Norte”, finalizou.

 

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