Fechar
Buscar no Site
O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Funcionários de supermercado são autuados por tortura e cárcere privado

Os suspeitos algemaram e torturaram um cliente por suspeita de furto de alimentos.

Vítima é abordada pelos seguranças no supermercado (Foto: Reprodução)

Quatro funcionários do Supermercado Mateus da cidade de Santa Inês, distante 247 km de São Luís, foram autuados pela prática de tortura e cárcere privado. No último dia 28 de dezembro, os acusados algemaram e torturaram um cliente por suspeita de furto de alimentos.

A vítima chegou à uma unidade do supermercado Mateus por volta das 8h. Imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que o homem passa pelo caixa, paga e tenta sair da loja. Ele havia comprado dois pacotes de sobrecoxa de frango, que totalizaram R$ 28.

O homem de 35 anos foi detido dentro do almoxarifado do estabelecimento e revistado pelos funcionários. A vítima ficou algemada e em pé das 08h30 até às 14h, quando foi liberada. Durante esse período, um dos vigias permaneceu no local com uma arma de fogo, e teria ameaçado atirar caso o cliente não confessasse que havia furtado alimentos.

Os quatro funcionários da empresa foram presos, mas depois soltos pela Justiça.

A Delegacia Geral da Polícia Civil informou que o delegado plantonista não instaurou procedimento sobre a suposta subtração dos alimentos.

Durante a lavratura do procedimento iniciado no plantão da Delegacia Regional de Santa Inês, não houve quaisquer referências ao crime de racismo, matéria que não é objeto de investigação.

Confira na íntegra a nota da Delegacia Geral da Polícia Civil

A Delegacia Geral da Polícia Civil informa que, com relação aos fatos ocorridos no dia 26 de dezembro de 2021, na cidade de Santa Inês, que resultaram na detenção de uma pessoa por funcionários de um Supermercado, supostamente pela prática de furto, bem como a posterior prisão dos funcionários do estabelecimento comercial, a Polícia Civil esclarece:

  1. O Delegado plantonista autuou os funcionários exclusivamente pela prática de tortura e cárcere privado;
  2. O Delegado plantonista não instaurou procedimento sobre a subtração de objetos referida pelos funcionários do estabelecimento comercial;
  3. O Inquérito Policial foi distribuído ao Delegado Titular do 2º Distrito Policial, que concluirá o procedimento;
  4. Durante a lavratura do procedimento iniciado no plantão da Delegacia Regional de Santa Inês, não houve quaisquer referências ao crime de racismo, matéria que não é objeto de investigação;
  5. O caso será acompanhado pela Superintendência de Polícia Civil do Interior.
Carregando