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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Marcelo Medeiros chega em 9º na segunda etapa do Dakar 2022

Areias, dunas e atenção redobrada foram as principais características dos 339 quilômetros da especial desta segunda-feira

Nesta segunda-feira, 03, o brasileiro enfretou o frio e vento de cerca de 5ºC. (Marcelo Machado de Melo / Fotop)

Al Qaisumah (Arábia Saudita) – Marcelo Medeiros, piloto da Tagracing e tetracampeão dos Sertões, conseguiu completar a especial desta segunda-feira (3), correspondente à segunda do 44° Dakar, além do prólogo realizado no último sábado, na nona posição entre os Quadriciclos FIM. O maranhense e sua Yamaha Raptor 700, #183, concluíram os 338 quilômetros da especial desta segunda-feira em 5h06min20seg, pouco mais de meia hora a mais que o vencedor do dia, o argentino e campeão do Dakar 2021, Manuel Andujar.

Um problema pouco comum para as imensidões de areia da Arábia Saudita levou a organização do Dakar 2022 a alterar a segunda etapa, nesta segunda-feira, com largada em Ha’Il. Uma chuva forte em Al Artawiyah, que receberia a caravana, invadiu o acampamento destinado aos competidores que fariam a primeira perna da maratona – com assistência externa proibida até o fim da etapa seguinte.

Com isso, os veículos seguiram para Al Qaisumah e poderão contar com o apoio mecânico. A especial de 338 quilômetros foi mantida. O deslocamento, que seria de 568km, passa a ter 458.

O grande desafio deste trecho foi manter a atenção e aturar o frio de aproximadamente 5°C, que atingiu a região desértica entre Ha’il, de onde partiu a caravana. Além, claro de manter a máquina inteira e sem danos.

A etapa de 339 quilômetros, foi marcada por muita cadeia de dunas intercaladas por pontos de intersecções confusos. A atenção na navegação e o gerenciamento dos pneus eram exigidos dos competidores, até chegar ao parque. O percurso foi marcado por piso de areia em grande parte (63% da prova), dunas (27%), e piso duro em terra (10%).

A terceira etapa, de 368 quilômetros, desta terça-feira, 4 de janeiro, também prevê desafios semelhantes. Só no final deste trecho que as equipes poderão dar suporte necessário aos competidores e seus equipamentos. O acampamento da prova se mantém em Al Qaisumah.

A rota seguinte será a capital do país, Riad, onde acontecem duas etapas em forma de anel aos arredores da cidade e será o descanso dos competidores. A segunda parte do rali passa pelas cidades de Al Dawadimi, Wadi Ad-Dawasir e Bisha, antes de retornar a Jihad que será também a linha de chegada. O piloto da Tagracing Team e seu Yamaha 700 vão percorrer, durante estas duas primeiras semanas do ano, a um total de 8.375 quilômetros, dos quais 4.258 km serão especiais cronometrados e o restante divididos entre trechos iniciais e finais de deslocamento.

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