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Agentes de limpeza de São Luís não descartam greve por tempo indeterminado

Na semana passada, categoria fez uma paralisação de advertência, com duração de 24 horas.

Em vários pontos do Centro Histórico, ainda era possível perceber o acúmulo de lixo até essa terça-feira (Foto: Gilson Ferreira)

Após paralisação de advertência dos agentes de limpeza, entre as noites de quinta-feira (6) e sexta-feira (7), na capital maranhense, o Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação de São Luís, que defende os interesses da categoria, informou que não está descartada a realização de uma greve por tempo indeterminado. O motivo, segundo a entidade, seria a falta de resolução dos problemas que a classe já estaria cansada de reclamar à Prefeitura.

Segundo o presidente do Sindicato, Maxwell Bezerra, o motivo principal do indicativo de greve seria a diferença salarial, que foi dada em 2021, por meio da qual foram gerados três meses de diferença nos ganhos dos trabalhadores e que devia ter sido paga em julho de 2021.

Posteriormente, conforme Maxwell Bezerra, já foram realizados três acordos para pagamento, e a empresa São Luís Engenharia Ambiental (Slea), que é responsável pela limpeza da capital maranhense, não cumpriu nenhuma das três tentativas de pagamento, alegando falta de dinheiro e falta de repasse dos recursos por parte da Prefeitura.

Atualmente, de acordo com Sindicato, São Luís possui um total de 1.150 agentes de limpezas e 385 motoristas, todos compartilhando dos mesmos problemas salariais recorrentes.

Segundo Maxwell Bezerra, os dias de pico são os mais complicados para os trabalhadores, pois os transportes trabalham com volume excessivo de resíduos, assim dificultando a mobilidade do serviço deles.

“Isso está desgastando nossos veículos, e pondo em risco o trabalho que executamos; além de lidar com a falta de segurança e saneamento necessários, pois trabalhamos debaixo de sol e chuva. Estamos lutando por uma escala de trabalho justa, além do pagamento das horas extras, e também o recebimento do nosso salário no período de férias. Quando estamos no nosso recesso não recebemos absolutamente nenhum dos nossos direitos que são garantidos por lei”, afirmou Maxwell.

PRAZO PARA SOLUÇÃO

Com relação às negociações, Maxwell Bezerra explicou que, no momento da paralisação, foi dado um prazo pela Slea, que seria até segunda-feira (10), às 12h, para garantir que os pagamentos fossem efetuados, ainda neste mês. Porém, ainda na sexta-feira (7), a Slea teria pedido um novo prazo, que se estende até esta quarta-feira (12), para dar uma nova posição a respeito do pagamento. Foi negociado, também, que nenhum funcionário pegaria falta por ter participado da paralisação.

Os agentes de limpeza já afirmaram que, se não houver a solução desses problemas, irão decretar greve por tempo indeterminado.

LIXO ACUMULADO

Devido à paralisação de advertência dos agentes de limpeza, ocorrida na semana passada, desde a sexta-feira (7) é possível perceber acúmulo de lixo em diversos pontos da capital maranhense. Um dos pontos visitados pela reportagem do Jornal Pequeno foi o Centro Histórico de São Luís. Foi possível perceber sacos de lixo espalhados em diversas ruas.

Até essa terça-feira (11), ainda havia lixo acumulado em alguns trechos da Avenida dos Holandeses e em ruas do bairro Anjo da Guarda, na Área Itaqui-Bacanga.

OUTRO LADO

A reportagem do JP manteve contato com a Prefeitura de São Luís, via email, a fim de obter um posicionamento sobre as reclamações feitas pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação. Porém, até o fechamento desta matéria não houve resposta ao pedido de nota.

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