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São Luís tem 366 doses aplicadas de vacinas pediátricas contra a Covid-19

A Prefeitura garante que todos os imunizantes foram devidamente autorizados pela Anvisa.

Ícaro Silva, de dez anos, imunizado no ponto de vacinação da Ufma (Foto: Gilson Ferreira)

No último sábado (15), a Prefeitura de São Luís iniciou a campanha de imunização infantil, e a capital do Maranhão já tem 366 doses aplicadas de vacinas pediátricas. Crianças de 5 a 11 anos, com comorbidades ou deficiências, podem ser vacinadas em qualquer um dos seis pontos de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde (Semus). Os locais são: Centros de Vacinação do Sebrae, Ufma, Uema, Ifma Maracanã, Drive-thru Shopping da Ilha e Drive-thru Ceuma.

“Estou muito satisfeito em trazer meu filho para se vacinar. Ele era o único na minha casa que ainda não tinha tomado a vacina. Ele está tenso, porque há o medo da agulha, mas apesar de ser criança, sabe a importância do imunizante”, disse Ivo Silva, pai de Ícaro Silva, de dez anos, que foi imunizado na manhã dessa terça-feira (18), na Ufma.

De acordo com a Prefeitura, a aplicação da vacina contra a Covid-19 é feita no público com comorbidades ou deficiência, sem necessidade de novo agendamento.

A partir desta quarta-feira, 19, crianças de 11 anos sem comorbidades, nascidas de janeiro a junho, já podem ser vacinadas em São Luís. Pais ou responsáveis podem procurar um dos seis pontos de vacinação disponíveis na cidade, com a documentação necessária.

Conforme a Prefeitura, está comprovado que a nova variante Ômicrom tem alta transmissibilidade e tem sido observado o alto número de casos positivos de Covid-19 em crianças. E o bloqueio vacinal é medida fundamental para minimizar esse grau de transmissão da Covid-19.

A Prefeitura garante que todos os imunizantes foram devidamente autorizados pela Anvisa.

Sobre a segurança da vacina em crianças, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) destacou na imprensa nacional que é comprovada não apenas por estudos clínicos, mas também por dados de países que imunizam as crianças. Até dezembro de 2021, os Estados Unidos já tinham aplicado quase 9 milhões de doses e relatado apenas 4,8 mil de casos de efeitos adversos. Desses casos, 97% foram de efeitos leves, como dor no braço ou na cabeça.

IMUNIDADE

A Prefeitura de São Luís garantiu que a criança começa a desenvolver imunidade a partir do 10° dia da segunda dose. E que, conforme a bula da vacina, os efeitos mais comuns relatados são dor e inchaço no local da vacina, febre, dor no corpo ou dor de cabeça.

Com base no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19, a vacinação das crianças é realizada com o imunizante da Pfizer (Comirnaty), em doses pediátricas. Elas têm dosagem e composição diferentes das usadas em maiores de 12 anos.

A vacina será aplicada em duas doses de 0,2ml (equivalente a 10 microgramas). O intervalo estipulado em São Luís é de oito semanas entre uma dose e outra, embora a Anvisa tenha aprovado o prazo de 21 dias.

Os documentos que devem ser levados aos postos de vacinação são: certidão de nascimento ou RG, CPF ou cartão do SUS, laudo médico ou receita médica que comprove a comorbidade, ou o cartão de acompanhamento da comorbidade ou deficiência ou exames que comprovem a comorbidade. Crianças que tenham apresentado sintomas gripais ou Covid só podem ser vacinadas após intervalo de quatro semanas.

CAMPANHA ESTADUAL

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), na campanha estadual, o grupo prioritário serão as crianças com comorbidades, deficiência permanente, indígena e quilombolas. Após conclusão deste público, os municípios maranhenses devem iniciar a vacinação de crianças sem comorbidades por faixa etária decrescente de 11 a 5 anos, até que se atinja todo o grupo etário.

A SES informou que a execução da campanha é de responsabilidade dos municípios maranhenses. Ainda assim, a Secretaria planeja a abertura de pontos extras de vacinação para apoio aos municípios na celeridade da vacinação das crianças.

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