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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Movimento grevista chega ao 21º dia ainda sem acordo entre rodoviários e empresários em São Luís

Atualmente, apenas 60% da frota de ônibus está em circulação, devido a uma determinação do Tribunal Regional do Trabalho.

Movimento grevista chega ao 21º dia em São Luís (Foto: Reprodução)

SÃO LUÍS – A greve do transporte público na capital maranhense chega ao 21º dia, nesta terça-feira, 8, ainda sem acordo entre rodoviários e empresários.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, o movimento grevista deflagrado pelos trabalhadores continua em toda a grande São Luís. A categoria segue cumprindo a determinação do Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão, garantindo a circulação de 60% da frota.

Até essa segunda-feira (07), 20° dia do movimento, nenhuma nova contraproposta havia sido apresentada pelos empresários, com o objetivo de atender as reivindicações dos trabalhadores, conforme informou o sindicato.

“Mesmo depois de mais de uma semana do reajuste de R$ 0,20 centavos nas tarifas ter sido concedido, além da garantia de parte do pagamento do auxílio, que já vinha sendo repassado pela Prefeitura de São Luís desde o ano passado, os patrões alegam não ter condições de atender as reivindicações dos Rodoviários. Uma tremenda falta de respeito com a categoria”, frisou o sindicato em nota.

Para a próxima sexta-feira (11), está marcada uma nova audiência de conciliação, no TRT-MA, entre as partes (Rodoviários e empresários).

A entidade ressaltou que espera, antes dessa data, uma sinalização dos empresários para uma nova rodada de negociação. “Esperamos também uma atitude mais firme do Município de São Luís, que é quem regulamenta o serviço e não pode se ausentar dessa discussão. Os rodoviários estão revoltados com o descaso da patronal. Se uma solução não for dada, os trabalhadores não descartam a possibilidade de uma nova paralisação geral no transporte público de São Luís, por tempo indeterminado”, destacou o presidente do sindicato, Marcelo Brito.

O sindicato afirmou que o SET segue sem atender nenhuma das cláusulas econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho, com vivência para 2022, que inclui, entre outros pontos, reajuste salarial de 12% e aumento no valor do ticket alimentação.

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