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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Preso suspeito por morte de “crossfiteiro” achado em lona na Estrada de Ribamar

Segundo a polícia, eles eram amigos, e vítima estaria cobrando uma dívida de R$ 12 mil.

José Carlos Mendes Silva foi encontrado morto na Estrada de Ribamar (Foto: Reprodução)

Foi preso nessa quarta-feira (16), um homem identificado como Ezequias Francisco Melo dos Santos, de 52 anos, apontado como autor do homicídio de José Carlos Mendes Silva, encontrado enrolado em uma lona, dentro de um matagal, às margens da Estrada de Ribamar, no último dia 9 de março.

O caso teve grande repercussão na Grande Ilha, após a foto da vítima ser amplamente divulgada como desaparecida nas redes sociais, um dia antes de ter sido localizada sem vida.

Segundo o delegado Murilo Lapenda, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), responsável pela investigação do caso, depois de muitas diligências, a polícia descobriu o veículo utilizado para abandonar o corpo e logo depois a sua localização.

O carro, uma Blazer branca, estava em um lava a jato, no bairro da Cidade Operária, e dentro dela os policiais acharam os materiais usados para embrulhar José Carlos. A moto da vítima, desaparecida desde o crime, com a cor e placa adulteradas, também foi encontrada.

“A vítima, provavelmente, foi assassinada no lava a jato e carregada até o local da desova. Foi morta com golpes na cabeça, possivelmente de facão”, revelou o delegado.

Murilo Lapenda explicou, ainda, que o dono do estabelecimento foi preso em flagrante pelos crimes de receptação e adulteração, por estar em posse da motocicleta da vítima; e que já foi representada a prisão preventiva junto ao Poder Judiciário.

Em depoimento, Ezequias teria negado o crime e dito que a vítima chegou ao lava a jato com uma terceira pessoa, pediu o carro emprestado, a lona e depois de horas apenas o desconhecido retornou com a Blazer. A versão, entretanto, é refutada pela polícia.

DÍVIDA MOTIVOU O CRIME

De acordo com o delegado Murilo Lapenda, o preso e a vítima atuavam com a prática de agiotagem (empréstimo de dinheiro a juros altos). Os dois seriam amigos há muitos anos e José Carlos, inclusive, o considerava como de sua família.

As investigações levantaram que a vítima estava cobrando uma quantia que havia emprestado ao suspeito e para o filho dele, respectivamente R$ 12 e 10 mil.

Para a polícia, esse seria o motivo da ação criminosa. O caso continua sendo apurado, e não está descartada a participação de mais pessoas no homicídio.

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