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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Solução para a falta de ônibus em São Luís, transporte alternativo pesa no bolso da população

Até essa segunda, 28, apenas 60% da frota circulava na Grande Ilha, por conta de uma liminar, mas, agora, a paralisação foi total.

Passageiros buscam meios de transporte alternativo em São Luís (Foto: Gilson Ferreira)

São Luís amanheceu sem ônibus, mais uma vez, nesta terça-feira, 29, devido à greve deflagrada pelos rodoviários, que já se prolonga por 43 dias. Até essa segunda, 28, apenas 60% da frota circulava na Grande Ilha, por conta de uma liminar, mas, agora, a paralisação foi total.

O transporte alternativo é uma das soluções encontradas pela população para se locomover na cidade, mas, com o aumento da demanda, os valores das passagens acabam pesando no bolso. Com mais passageiros em busca dos serviços, novas rotas foram criadas por proprietários de carrinhos de lotação e vans, que chegam a cobrar entre R$ 5,00 e R$ 10,00 para o Centro da capital, conforme apurado pelo JP on-line.

“É difícil, sempre estoura na conta do povo, que precisa trabalhar e tem que dar seu jeito”, lamentou a balconista Jéssika Araújo, de 27 anos, que pagou R$ 5,00 para vir do Monte Castelo até o Anel Viário.

No Anel Viário, o fluxo de pessoas em busca de transporte alternativo era intenso. Correria em busca  mototáxis, carrinhos de lotação e vans, para não perder a hora do trabalho ou de algum compromisso.

“Vou ter que pagar R$ 10,00 daqui do Centro pra Cohama, onde é o meu trabalho. Faz as contas aí se a greve continuar por mais dias”, disse o farmacêutico André Luiz Souza, em tom de revolta.

Sem acordo

O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão confirmou a paralisação geral da categoria, e a greve geral foi deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira (29). A decisão ocorreu após mais um dia sem qualquer avanço com os empresários nas negociações que atendesse às reivindicações da categoria.

O movimento grevista dos trabalhadores, que já dura 43 dias, informou que, durante esse período, cumpriu as decisões judiciais, mantendo, inclusive, o mínimo de 60% da frota de ônibus em operação em toda a Grande São Luís.

Na última audiência de conciliação, no TRT-MA, em 18 de março de 2022, a questão foi encaminhada para julgamento, já que, mais uma vez, não houve entendimento entre as partes. Até o momento, a Justiça do Trabalho não se posicionou sobre quando irá julgar a questão.

“Vale ressaltar que o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, após Assembléia Geral da categoria, em 22 de março de 2022, cumpriu todos os prazos necessários estabelecidos, inclusive, comunicando com antecedência o sindicato patronal (SET) e demais órgãos competentes envolvidos, a decisão dos trabalhadores, mas nenhuma solução foi apresentada para acabar com esse impasse. Mesmo com o reajuste de R$ 0,20 centavos no valor das tarifas de ônibus e mais o repasse de um subsidio, concedido pela Prefeitura de São Luís, os empresários, até então, não apresentaram qualquer proposta que atenda os trabalhadores. Ou seja, um total descaso e desrespeito com a população e principalmente, com os Rodoviários, uma categoria, que assim como todas as outras, merece ter os seus direitos garantidos”, frisou o Sindicato dos Rodoviários por meio de nota.

Aumento das passagens

No dia 25 de fevereiro, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Smtt), informou que os valores das tarifas do transporte coletivo urbado seriam reajustados.

Os valores agora são praticados desta forma:

Linhas não integradas: R$ 3,40

Linhas Integradas: R$ 3,90

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