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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Farmacêutico é preso pela morte da própria mãe

A necropsia detectou uma fratura na cervical e indicou asfixia mecânica como causa do óbito.

Rosane na única foto em que aparece com o filho Arnon (Foto: Reprodução/Facebook)

Acusado de asfixiar a própria mãe até a morte, um homem foi preso em Itaocara, no Noroeste Fluminense. A vítima, identificada como Rosane Reis de Souza, de 51 anos, foi encontrada no apartamento em que os dois dividiam.

Arnon de Souza Vincler, de 31 anos, que é filho único, acionou a Polícia Militar e disse ter achado a mãe sem vida. No entanto, a investigação o apontou como autor do crime.

A necropsia detectou uma fratura na cervical e indicou asfixia mecânica como causa do óbito. Marcas de dedo no pescoço indicaram que Rosane foi esganada.

Arnon apresentou várias versões dos fatos. Alegou que, ao acordar, encontrou a mãe caída morta ao chão. Depois, relatou uma discussão entre os dois, e que, ela teria tombado sozinha da cama, baixando a cabeça em seguida. Para justificar as marcas no pescoço, ele argumentou que sacudiu a mulher com força para tentar acordá-la

“É um rapaz formado em farmácia, familiarizado com os meandros da área biomédica. Ao que parece, ele se valeu desses conhecimentos para tentar mascarar de alguma forma o que havia feito”, afirmou o delegado Carlos Augusto.

No momento da prisão, os agentes encontraram um papel em posse de Arnon com diversas anotações. O conteúdo, de acordo com a polícia, era relativo a uma consulta feita a um advogado, com o intuito de saber a que valores ou pertences ele teria direito após a morte da mãe.

“Por isso, acreditamos que ele cometeu o crime justamente com o objetivo de alcançar vantagens financeiras. A vítima possuía um imóvel e uma certa quantia a receber de um seguro, mas nada muito vultuoso”, pontuou o delegado.

Arnon foi autuado pelo crime de homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel. Ele foi levado inicialmente para a carceragem da 135ª DP, mas foi transferido para um presídio de Campos, no Norte Fluminense, onde aguarda a realização da audiência de custódia.

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