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Vereador maranhense é preso por suspeita de fraude bancária

A Polícia estima que os golpes praticados pela quadrilha possam ter alçado mais de R$ 300 milhões.

Vereador foi preso por suspeita de fraude bancária (Foto: Reprodução)

Um vereador da cidade de Davinópolis, distante 641 km de São Luís, foi preso no âmbito da operação “Testa de Ferro” por suspeita de integrar uma quadrilha responsável por fraudes em contas bancárias. A prisão foi efetuada pela Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio da Polícia Civil do Maranhão, por meio da 10 DRPC e intermédio do Grupo de Pronto Emprego (GPE).

A Justiça atendeu ao pedido do Núcleo Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Ncyber) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e autorizou, nessa quinta-feira, 7 de abril, a prisão do vereador, identificado como Edson Lima Leal (PDT). O político, segundo a polícia, seria um dos responsáveis por indicar pessoas dispostas a cederem suas contas bancárias para o depósito e saque dos valores obtidos por meio da fraude.

Segundo as investigações realizadas pelo Ncyber, em parceria com a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) da PCDF, o vereador é suspeito de ter ligação com um casal preso em Goiânia no 31 de março. A dupla tem antecedentes criminais por duplo homicídio, estelionato, organização criminosa, furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e posse de drogas.

A polícia informou que o grupo criminoso atua há mais de uma década, principalmente no Centro Oeste e no Pará. Uma das vítimas, uma empresa de calçados, chegou a perder mais de R$1 milhão e 400 mil. Estima-se que as fraudes praticadas pela quadrilha podem chegar a mais de 300 milhões de reais, e muitas vítimas ainda devem ser identificadas.

As investigações começaram em 2019, quando a PCDF efetuou a prisão de indivíduos que realizavam saques, transferências e conversão de moeda nacional em dólar em uma agência bancária. Essas pessoas eram a base da pirâmide da organização, que emprestavam suas contas para serem beneficiadas com o dinheiro do furto. Em um segundo patamar, havia os recrutadores de conta bancária e, acima deles, os gerentes de operações.

Seguindo o rastro do dinheiro, o MPDFT e a PCDF chegaram aos suspeitos de liderar a organização. Em 2015, eles já haviam sido alvos da PCDF na operação Safira, que apurou fraudes contra correntistas de um banco, com prejuízo de mais de R$ 40 milhões. Apesar de estarem em liberdade, continuavam aplicando golpes.

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