Fechar
Buscar no Site
O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Polícia reconstitui caso da adolescente que foi morta por cabo da PM no interior do Maranhão

Ana Carolina da Silva Carvalho, de 17 anos, foi atingida por disparo de arma de fogo, em uma chácara na cidade de Coroatá.

O cabo da PM Gilgleidson Pereira Melo é acusado de matar Ana Carolina da Silva Carvalho (Foto: Divulgação)

Foi realizada em Coroatá, interior do Maranhão, a reprodução simulada da morte da adolescente Ana Carolina da Silva Carvalho, de 17 anos, encontrada morta por disparo de arma de fogo, em uma chácara, no dia 05 de julho de 2021.

Na época, a vítima foi encontrada sem vida no interior de uma chácara de propriedade da família do acusado, que é policial militar, e teve sua prisão preventiva decretada alguns dias depois do crime. O caso é considerado como feminicídio , pois vítima e autor mantinham um relacionamento amoroso.

A reprodução simulada do crime foi solicitada pelo Departamento de Feminicídio da Secretaria de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), responsável pelas investigações. O método serve para confrontar as versões apresentadas pelo investigado, além de esclarecer alguns pontos do caso. O laudo respectivo será elaborado pela Perícia Oficial e encaminhado à Justiça.

A simulação contou com a participação de equipes da Polícia Civil, com o Departamento de Feminicídio, Delegacia de Coroatá, do Grupo de Pronto Emprego(GPE) da 4°DRP de Codó, Pericia Oficial e Polícia Militar.

O CRIME

O cabo da Polícia Militar Gilgleidson Pereira Melo foi preso na tarde do dia 09/07/2021, na cidade de Timon-MA, em cumprimento a mandado de prisão preventiva. Ele é acusado de assassinar a namorada Ana Carolina da Silva Carvalho. O caso ocorreu na madrugada do dia 05/07/2021, no bairro Mocó, na cidade de Coroatá, dentro da chacara onde o casal morava.

Em depoimento prestado na delegacia Regional de Codó, no dia do crime, o militar disse que a companheira morreu durante uma tentativa de assalto no imóvel. Ao chegar à chacara, ele garantiu ter visto dois vultos e teria sido recebido com disparos de arma de fogo, tendo revidado aos tiros. A vítima estaria dentro da casa e um dos tiros teria transfixado pela janela e a atingido na região do tórax.

A versão do policial foi contestada por familiares da vítima, que relataram sobre agressões dele contra a jovem.

Conforme a delegada Wanda Moura, titular do Departamento de Feminicídio e que está à frente das investigações do caso, trata-se de um feminicídio e todas as informações apresentadas pelo cabo foram refutadas.

“O principal suspeito é o policial militar. Inclusive, se houve alteração na cena do crime e se deixou de ser feita qualquer diligência que deveria ter sido feita, os envolvidos serão responsabilizados”, destacou a delegada.

Um helicóptero do Centro Tático Aéreo foi encaminhado à Timon para transportar o suspeito para o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão, no bairro do Calhau. O cabo Gilgleidson Pereira também deverá ser ouvido na Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).

Carregando