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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Após protesto pela precariedade no serviço dos ferry-boats, Governo garante normalização do transporte

Manifestação foi organizada por motoristas de vans, que bloquearam o acesso ao Terminal da Ponta Espera.

Acesso ao Terminal da Ponta da Espera foi bloqueado por “vanzeiros”, desde a madrugada dessa terça-feira (Foto: Gilson Ferreira)

Nessa terça-feira (17), uma manifestação organizada por motoristas de vans bloqueou o acesso ao Terminal da Ponta Espera, na região do Itaqui, em São Luís. O motivo, segundo as cooperativas de vans Cooptrama e Coopbama, teria sido um comunicado da Servi-Porto, de que iria interromper os seus serviços até esta quarta (18).

A interrupção das viagens da Servi-Porto seria para manutenção dos seus ferryboats.

De acordo com o advogado da Cooptrama, Wellington Amurim, há um problema entre a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) e as cooperativas.

“O diálogo é muito precário entre a MOB e as cooperativas. Sempre eles nos direcionam para pessoas diferentes. Dificilmente é a mesma pessoa que recebe as cooperativas; logo, não temos um referencial de porta-voz na MOB”, informou o advogado.

Ainda segundo Wellington Amurim, na última quinta-feira (12), foi feito um acordo verbal, durante uma reunião ocorrida na MOB, com as assessorias jurídicas das cooperativas e da Agência, para que fosse implementado até domingo (22) mais um ferry-boat.

“Cinco dias depois, no lugar de aumentar a quantidade de embarcações, a reduziram. Com isso, há passageiros que não estão conseguindo embarcar”, disse Wellington.

De acordo com Acácio Borges, que é presidente da Cooptrama, a venda de passagens antecipadas feita pelas proprietárias dos ferryboats é um problema para os motoristas de vans.

“Ocorre que, uma empresa vende passagens antecipadas, e, no dia de viagem, se algum dos seus ferry-boats estiver em manutenção, por exemplo, as outras empresas não têm vagas para transportar os passageiros com passagens compradas antecipadamente”, informou Acácio.

A presidente da Coopbama, Gracirene Fonseca, também conhecida como “Samica”, reclamou das dificuldades dos motoristas de vans, em conseguirem realizar as travessias, por meio dos ferryboats. “O que precisamos é de ferry-boat funcionando. Algumas empresas vendem passagens com meses de antecedência, e não garante a travessia, porque todo tempo os ferry-boats estão em manutenção”, lamentou.

OUTRO LADO

A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informou que, das três embarcações que estão em operação, uma precisou ser retirada para uma manutenção preventiva, devendo retornar a operar nesta quarta-feira (18).

A MOB disse ainda que informou, de forma antecipada, à cooperativa dos transportes alternativos sobre a manutenção necessária da embarcação Araioses, e que tem mantido o diálogo com todas as classes que utilizam o transporte aquaviário.

Por fim, comunicou que toda a equipe da Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos está empenhada em encontrar soluções para a melhoria do serviço público de transporte aquaviário intermunicipal.

Governo garante normalização do transporte

Após rodada de negociação sobre a normalização do serviço de transporte aquaviário (ferryboat) entre a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) e empresas Serviporto e Internacional Marítima, o secretário chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, afirmou que este é um cenário com prazo curto para acabar.

Madeira garantiu que nesta quinta-feira (19) retorna da manutenção a embarcação Araioses, e anunciou contrato com uma empresa de Belém, e também o aluguel de um outro ferry, ampliando os horários de translado.

“O Governo Brandão está ciente de todas as questões que envolvem o transporte de ferryboat e não mede esforços para retomar plenamente esta atividade. A curto prazo, estamos viabilizando contrato com uma empresa de Belém, vamos alugar uma embarcação. A médio prazo, o Estaleiro Escola vai recuperar o segundo barco da Serviporto. E a longo prazo, o terceiro barco, também da Serviporto, será recuperado”, afirmou o chefe da Casa Civil.

Enquanto as empresas cuidam do restabelecimento da prestação de serviços e o Estado faz o intermédio na garantia de que as embarcações estejam aptas para atender às demandas dos diversos públicos, Sebastião Madeira reforçou a preocupação do governo em corresponder às reivindicações de segurança nos terminais de embarcação. “Sabemos da importância deste transporte para a população e mantivemos diálogo com a Polícia Militar para garantir maior tranquilidade a quem utiliza este meio de locomoção. A segurança está sendo reforçada”.

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