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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Eletrobras finaliza processo de capitalização

As ações preferenciais da Eletrobras fecharam esta quinta-feira cotadas a R$ 42,50, alta de 2%.

Foto: Reprodução

A Eletrobras finalizou o processo de capitalização nessa quinta-feira (9) e, com isso, estará privatizada. O procedimento de bookbuilding (coleta de intenções de investimento para formar o preço) se encerrou e o preço por ação foi fixado em R$ 42. O pontapé inicial da empresa privatizada será a negociação das ações a partir de segunda-feira na B3.

A demanda total da operação chegou a R$ 68 bilhões, muito acima da oferta, e por isso haverá um rateio entre os interessados. Algumas ordens, porém, foram feitas com ação abaixo do valor estabelecido e os interessados precisam aumentar a oferta para entrarem no negócio.

Com o preço das ações nessa faixa, a privatização da maior empresa de energia da América Latina movimentou cerca de R$ 33,7 bilhões, considerando inclusive o lote suplementar. Houve uma forte disputa para fechar o preço por ação, que acabou estabelecido em R$ 42. Os fundos internacionais tentaram puxar esse valor para baixo. O preço ficou dentro do estabelecido pelo Tribunal de Contas da União para garantir a privatização.

A venda da maior empresa de energia da América Latina foi a maior privatização já realizada por meio da Bolsa no Brasil. Além de ter sido a segunda maior oferta de ações do mundo neste ano, a venda da Eletrobras também foi a maior operação na B3 desde a megacapitalização da Petrobras, em 2012, que movimentou US$ 70 bilhões.

Até ontem, a demanda estava girando em torno de R$ 55 bilhões, mas esse valor subiu por conta da adesão de investidores institucionais ainda nesta quinta-feira. Isso foi feito pelos investidores-âncora, que são aqueles que garantem a operação.

O Fundo Soberano de Cingapura (GIC) atuou como investidor-âncora, assim como o fundo de pensão canadense CPPIB. Já Itaú e o 3G Radar, que têm posições relevantes de Eletrobras em seus portfólios, também fizeram grandes reservas. Na lista dos investidores que também reservaram papéis da Eletrobras estão gestoras como SPX, Squadra e Truxt.

A oferta também forte reforço do FGTS, cuja demanda chegou a R$ 9 bilhões, mas o teto da oferta era de R$ 6 bilhões. No total, 370 mil trabalhadores usaram o fundo de garantia para fazer reservas pelos papéis.

Os bancos que lideram a oferta foram BTG Pactual (líder), Bank of America, Goldman Sachs, Itaú BBA, XP, Bradesco BBI, Caixa Econômica Federal, Citi, Credit Suisse, JPMorgan, Morgan Stanley e Safra.

O secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, comemorou o resultado.

“Muita gente duvidou, mas em menos de dois anos conseguimos preparar uma medida provisória, aprovar no Congresso Nacional, estruturar a modelagem mais complexa já vista e garantir a maior privatização da história do Brasil”, disse o secretário.

As ações preferenciais da Eletrobras fecharam esta quinta-feira cotadas a R$ 42,50, alta de 2%.

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