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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Justiça decreta falência das lojas Ricardo Eletro

Com uma dívida de R$ 4,6 bilhões, a companhia está em recuperação judicial desde 2020

Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo decretou a falência da varejista Ricardo Eletro, controlada pela Máquina de Vendas. Com uma dívida de R$ 4,6 bilhões, a companhia está em recuperação judicial desde 2020 e aprovou seu plano de recuperação em setembro do ano passado. O plano aguardava homologação da Justiça. A informação da falência foi publicada pelo Valor Econômico.

A notícia foi recebida com surpresa pela empresa que está recorrendo da decisão. Em entrevista à Exame o CEO da Ricardo Eletro, Pedro Bianchi, disse que a decisão “pegou todo mundo de surpresa”. “Todas as nossas contas foram aprovadas pelo administrador judicial e nossa folha de pagamentos está em dia. Já recorremos e esperamos ter uma decisão favorável em breve”, disse.

O executivo diz ainda que nenhum credor pediu a falência da empresa e não cabe ao juiz fazer a análise econômico-financeira do negócio.

Na decisão, o juiz da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo, Leonardo Fernandes dos Santos, diz que um dos motivos que levaram à decisão foi o “esvaziamento patrimonial” da companhia, e que a empresa “não reúne condições de prosseguimento”.

O recurso apresentado pelo grupo de empresas que controlam a Ricardo Eletro afirma que a decisão da Justiça “está baseada em premissas completamente distorcidas”. No documento, os advogados da empresa dizem que a avaliação de que a varejista não pode operar sem estoque próprio “é contrária a todas as evidências do mercado mundial, as quais demonstram que a operação online, sem estoque próprio, é cada vez mais rentável —, por exemplo, a plataforma utilizada pelo Mercado Livre”.

Em recuperação judicial, a Ricardo Eletro fechou todas as suas lojas físicas em 2020 e agora opera somente pela internet. No mês passado, a marca renovou seu logotipo pela primeira vez em 30 anos, para marcar o atual momento da empresa, que passou a focar no marketplace.

O CEO diz que a marca tem hoje cerca de 3 mil itens à venda em seu site e mais 30 mil produtos serão incluídos no portfólio nos próximos meses. A expectativa é terminar 2022 com faturamento de cerca de R$ 100 milhões.

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