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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Registros de crimes cibernéticos ultrapassam os 10 mil no Maranhão

Os números são referentes ao período de 2021 até abril deste ano

Crimes tecnológicos no Maranhão. (Foto: Divulgação)

Os casos envolvendo crimes cibernéticos ou tecnológicos totalizaram 10.819, em registro vindos de todo o Maranhão. Os dados são do Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), órgão da Superintendência Especial de Investigação Criminal (SEIC), da Polícia Civil, que integra a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Os números são referentes ao período de 2021 até abril deste ano.

Segundo as estatísticas do DCCT, foram registradas 6.850 ocorrências em 2021. Nos primeiros quatro meses deste ano, esses números já são mais da metade: 3.969. No período, do total de casos, 2.646 envolvem golpes no aplicativo Instagram. Segundo o delegado Guilherme Campelo, investigações estão em curso e têm direcionado para autores de outros estados, que aplicam os golpes em usuários do Maranhão.

Este tipo de criminalidade consiste na invasão e uso das redes sociais para prática de ilícitos e a DCCT atua na investigação, registro e combate às organizações criminosas no meio virtual. Estão na lista de ocorrências no ambiente virtual a falsificação de documento particular, interrupção ou perturbação do serviço deixando o usuário sem sinal ou o enfraquecendo, invasões aos sistemas e dispositivos e a fraude eletrônica que configura crime de estelionato (inclui golpes pelo email, whatsapp, fraudes em boleto, compras pela internet e o golpe do Pix).

O Instagram é a rede social mais invadida, no início desse ano, pelo fato de alguns usuários acessarem links suspeitos e fornecendo informações, geralmente para perfis falsos oferendo promoções, que acabam bloqueando a conta. A partir daí, o fraudador passa a usar essa conta para cometer ilícitos como se passar pelo dono da conta principalmente para pedir dinheiro e/ou vender itens que não existem. O Whatsapp é outra rede social bastante invadida pelos criminosos, informa o delegado Guilherme Campelo.

O delegado alerta que o usuário pode utilizar ferramentas do próprio aplicativo para proteger sua conta e evitar um hackeamento. “Infelizmente, são muitos casos. As pessoas ainda caem em golpes que poderiam ser facilmente evitados acionando as ferramentas de proteção do aplicativo (autenticação em dois fatores), não atrelando o número de telefone a conta do Instagram e tendo mais atenção a links suspeitos”, pontua o delegado.

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