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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Espetáculo Velhos Caem do Céu como Canivetes é atração deste sábado do Teatro Sesc

A atração tem classificação de 16 anos e acontece às 19h

(Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – No Teatro Sesc, o encontro inusitado entre uma criatura alada e um homem miserável se tornará o epílogo de uma história sobre exílio, fé e esperança de salvação. Na programação de férias deste sábado, dia 16 de julho, em cartaz o espetáculo teatral “Velhos caem do céu como canivetes” da Pequena Companhia de Teatro/MA. A atração tem classificação de 16 anos e acontece às 19h.

Com dramaturgia e encenação de Marcelo Flecha, a apresentação é inspirada no conto “Un señor muy viejo con unas alas enormes”, de Gabriel García Márquez, e traz duas personagens em permanente exercício dialético: um Ser Humano, representado pelo ator Cláudio Marconcine, e um Ser Alado, representado pelo ator Jorge Choairy.

Os ingressos têm valor unitário de R$ 10,00 para o público geral e já podem ser adquiridos antecipadamente no site do Sesc Maranhão ou na bilheteria do teatro as quintas, sextas e sábados, das 14h às 17h. Trabalhadores do comércio e seus dependentes, estudantes, idosos e pessoas com deficiência têm direito a meia entrada, conveniados pagam o valor de R$ 8,00 e funcionários do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac R$2,50.

O espetáculo

O homem questiona-se se está diante de um anjo. O anjo desconhece o homem por suas sujeiras e miserabilidade. Eles se tocam e procuram reconhecer-se um no outro. O homem enaltece a figura alada. Acredita que ele poderia se tornar alguém importante, que poderia instaurar uma nova ordem, uma boa nova. O anjo calcula os dias e anseia pelo momento em que poderá retornar do exílio.

Há um jogo de palavras no discurso entre os dois opostos. O homem gosta de ler e usar palavras bonitas. O ser alado solta expressões em língua desconhecida, busca identificações no espaço do quintal do homem. Entre os dois há a sombra da fome, a necessidade de sobreviver. Entre a esperança de um e a resignação do outro há uma disputa. Fica a dúvida sobre quem encerrou seus destinos.

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