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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

43% dos brasileiros já fizeram compra por causa de influenciadores

Pesquisar mais sobre o produto, não tomar decisões imediatas e não se deixar levar pelas promoções ajudam a driblar o consumo excessivo nas redes sociais

Foto: Reprodução

Mais de 43% dos brasileiros já realizaram uma compra depois de o produto ser anunciado por influenciadores. O Brasil, país com 150 milhões de usuários de redes sociais, lidera o ranking mundial de relevância desses profissionais no consumir.

Mas comprar por conta de propagandas feitas por celebridades nas mídias pode levar a gastos excessivos e desnecessários. O estudo é da plataforma Cupom Válido e contou com dados da Statista e HootSuite, empresas especializadas em dados de consumo e redes.

Segundo Mariana Hargreaves, CMO da agência de marketing de influência Media For Stars, o retorno em vendas dos influenciadores costuma ser de 15% a 20%, “percentual expressivo em uma área em que há várias estratégias”

O primeiro passo é fazer uma lista de compras e planejar os gastos do mês, conforme indica Larissa Brioso, educadora financeira e líder de conteúdo da Mobills, startup de soluções para finança. “O consumidor precisa ter consciência que há uma relação do que precisa. Assim, ao ver uma indicação de um influenciador ou um anúncio nas redes sociais, fica mais simples conferir se é algo necessário, que dá para pagar sem prejudicar a saúde financeira dele. Planeje também sempre os gastos do mês, mapeie tudo o que realmente precisa em uma lista de compras”, aconselha.

Antes de comprar, o consumidor deve verificar se o produto realmente cumpre os efeitos prometidos pela celebridade, pesquise sobre o histórico daquele influenciador para saber se os itens indicados por ele costumam ser eficazes. “Nem sempre alguém famoso vai indicar produtos ou serviços que de fato consome e gosta. Então, é preciso ter bastante cuidado e, depois de ver a indicação, faça pesquisas e colha opiniões de outras pessoas para ter detalhes relevantes sobre o que deseja gastar ou mesmo investir o seu dinheiro”, alerta Brioso.

Para Larissa Brioso, o consumidor precisa entender que a promoção nas redes sociais de um item desnecessário não significa economia. Nesses casos, é bem provável que a pessoa acabe se arrependendo depois. “Ao realizar um gasto não planejado ou que não está na sua lista de necessidades, você não está economizando dinheiro em uma oferta, mas sim gastando uma quantia que pode ser muito importante para a realização de outros objetivos”, explica.

A especialista indica ainda para os consumidores não comprar o produto imediatamente depois do primeiro anúncio que ver. “Deixe para adquirir o item apenas depois de algumas horas ou dias após ver uma propagando e até mesmo uma oferta. Você ganha tempo para refletir sobre suas necessidades e, quando for efetivar a compra, pode simplesmente perceber que ela não faz sentido para o seu momento atual”, destaca Brioso.

Há estratégias para ficar menos vulnerável aos inúmeros anúncios e promoções das redes. “Se quiser evitar incentivos a gastos no ambiente digital, a dica é se descadastrar de newsletters de lojas e parar de seguir perfis que constantemente despertam em você gatilhos de compras”, afirma a educadora financeira.

O consumidor deve analisar quando é a hora de frear o consumo e ter controle para parar. “Se você geralmente gasta mais do que ganha, não tem uma reserva financeira para emergências, possui dívidas ou nunca tem dinheiro para investir em experiências e grandes objetivos, então é hora de se segurar. Antes de comprar qualquer coisa se pergunte: Eu quero? Eu posso? Eu Preciso? O preço está realmente bom? Se a resposta para uma dessas perguntas for ‘não’, então não compre”, aconselha.

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