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Maranhão avança na assistência a queimados e se destaca no cenário nacional

Atualmente, os tipos de queimaduras mais comuns são as térmicas (77,3%), elétricas (10%) e por escaldamento (9,4%).

Fonte: Redação / Assessoria

O encontro teve como foco a troca de experiências e a análise da estrutura oferecida (Foto: Divulgação)

A Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital da Ilha, em São Luís, recebeu nesta quarta-feira (26) a visita de especialistas do Centro de Tratamento de Queimaduras (CTQ) do Hospital Geral do Estado da Bahia. O encontro teve como foco a troca de experiências e a análise da estrutura oferecida para o atendimento a pacientes vítimas de queimaduras.

Durante a visita técnica, os coordenadores Marcus Barroso e Moelisa Dantas conheceram de perto as instalações da unidade maranhense, incluindo a enfermaria exclusiva para queimados, a sala de balneoterapia e a câmara hiperbárica — única do Brasil instalada dentro de um centro de tratamento especializado.

Os profissionais destacaram o nível de organização e o empenho da equipe local. Para Barroso, que já presidiu a Sociedade Brasileira de Queimaduras, o serviço maranhense mostra avanços significativos. “Encontramos profissionais comprometidos e equipamentos modernos. O Maranhão tem um diferencial importante ao oferecer a terapia hiperbárica dentro da unidade, o que melhora o prognóstico dos pacientes”, pontuou.

Moelisa Dantas também elogiou a estrutura e a dedicação dos profissionais. “Há um grande potencial aqui. Encontramos uma equipe engajada e com vontade de aprimorar ainda mais o atendimento”, disse. Ela destacou ainda que a realidade de queimaduras no Maranhão é semelhante à da Bahia, principalmente devido ao perfil de vulnerabilidade social e ao número elevado de casos envolvendo crianças.

Atualmente, os tipos de queimaduras mais comuns entre adultos atendidos na unidade são as térmicas (77,3%), elétricas (10%) e por escaldamento (9,4%). Já entre as crianças, o escaldamento é responsável por 85% dos casos. A maioria dos acidentes acontece em ambientes domésticos, principalmente na cozinha.

Desde a inauguração da unidade, em maio de 2023, até fevereiro deste ano, foram realizados 316 atendimentos, sendo 181 adultos e 135 crianças, além de mais de 600 sessões de terapia hiperbárica.

Durante a visita, a equipe baiana acompanhou também a primeira sessão de terapia hiperbárica de Francisco Mendes, de 56 anos, vítima de queimadura causada por acidente doméstico. A esposa do paciente, Terezinha Dias, relatou confiança na recuperação. “Aqui tem estrutura e o atendimento é muito bom. Isso faz toda a diferença”, comentou.

O encontro serviu para discutir possíveis melhorias e alinhar práticas com o objetivo de aprimorar ainda mais a assistência aos pacientes vítimas de queimaduras no Maranhão.

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