Mudanças climáticas, conflitos internacionais e inteligência artificial. Pode parecer o noticiário global, mas são também os temas que vão moldar o futuro da indústria brasileira — e o Maranhão está de olho nesse cenário.
Um novo estudo do Observatório da Indústria da Fiema, em parceria com o Observatório Nacional, traçou um mapa com 14 macrotendências que prometem transformar profundamente o setor produtivo até 2040. O objetivo? Ajudar empresas e governos a se anteciparem aos impactos, adaptarem estratégias e aproveitarem novas oportunidades.
“O mundo está mudando em uma velocidade sem precedentes. Precisamos entender como isso afeta diretamente o que é produzido, consumido e exportado no Brasil”, explica Carlos Jorge Taborda, coordenador do Observatório maranhense.
E o Maranhão tem muito a ganhar — ou perder — dependendo da capacidade de adaptação da indústria local. Setores como Alimentos e Bebidas e Energia já sentem os efeitos. “A produção de pasto está caindo com as mudanças no clima, elevando os custos da cadeia do leite e da carne. E a demanda por alimentos mais saudáveis cresce com o envelhecimento da população e a cultura do bem-estar”, destaca Carlos Jorge.
Na área de Energia, o alerta também está aceso. O uso crescente de IA — como o próprio ChatGPT — está impulsionando o consumo elétrico global. Ao mesmo tempo, a guerra na Ucrânia forçou o mundo a repensar onde e como obtém energia. “Isso abre espaço para o Brasil se posicionar como líder em fontes limpas, como solar e eólica”, completa.
O estudo também reforça o potencial da Zona de Processamento de Exportação de Bacabeira, que mira a produção sustentável voltada à exportação, incluindo hidrogênio verde. A aposta é que o Maranhão se conecte com cadeias globais mais sustentáveis e seguras.
“Estamos falando de uma nova lógica global, que exige inovação, adaptação e visão de futuro. O Maranhão pode ser protagonista, se agir agora”, finaliza Taborda.