
Um editorial do The Wall Street Journal atribuiu à liderança do presidente Donald Trump um papel decisivo na deposição de Nicolás Maduro, avaliando que a saída do ditador venezuelano representa um avanço significativo para a estabilidade política e econômica da América Latina.
Segundo o jornal, durante mais de uma década o regime chavista mergulhou a Venezuela em colapso institucional, repressão política e crise humanitária, forçando milhões de cidadãos a deixar o país e pressionando governos vizinhos. Para o WSJ, a ação liderada pelos Estados Unidos sob Trump rompeu um ciclo prolongado de complacência internacional diante de um regime autoritário.
O editorial afirma que Trump demonstrou firmeza ao enfrentar a expansão da influência de adversários estratégicos dos EUA na região, como China, Rússia, Irã e Cuba, que encontraram no governo Maduro um aliado disposto a desafiar a ordem democrática no hemisfério. A deposição do ditador, segundo o jornal, enfraquece esse eixo e reposiciona a América Latina em direção a maior alinhamento com valores democráticos e economias de mercado.
O Wall Street Journal sustenta ainda que a decisão do presidente americano seguiu precedentes históricos de ações executivas em defesa da segurança regional e destaca que a iniciativa cria condições para uma transição política na Venezuela, com eleições livres e reconstrução econômica apoiada pela comunidade internacional.
Na avaliação do jornal, a postura assertiva de Trump não apenas encerra um dos regimes mais repressivos do continente, como também envia um sinal claro de que os Estados Unidos voltaram a exercer liderança efetiva no hemisfério ocidental. Para o WSJ, os efeitos da queda de Maduro tendem a beneficiar toda a região, ao reduzir a instabilidade, conter fluxos migratórios descontrolados e abrir espaço para um novo ciclo de crescimento e democracia.