Autoridades sírias impediram o ataque a uma das igrejas próximas à Praça Farhat, em Alepo, apenas quinze minutos antes do início do Ano Novo. A intervenção rápida evitou que no ano começasse com profunda tristeza para os cristãos na Síria que já enfrentam outros desafios. O país ocupa a 18ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. Entenda como a perseguição afeta cristãos na Síria.
De acordo com fontes da Portas Abertas, forças de segurança detiveram um homem-bomba sob suspeita. Ele então começou a atirar e detonou um cinturão de explosivos, matando a si mesmo, a um dos soldados e ferindo outros dois.
Segundo diversas agências de notícias, o terrorista fazia parte do Estado Islâmico e o atentado faz parte de uma série de ataques que o grupo pretendia realizar durante o Ano Novo. No momento da tentativa de ataque, não havia atividades acontecendo nas igrejas próximas. Descubra o que é o grupo Estado Islâmico.
Por que as medidas de segurança foram reforçadas na Síria?
As medidas de segurança foram reforçadas ao redor das igrejas e de outros locais de culto. De acordo com a agência de notícias AFP, o Ministério do Interior da Síria afirmou que a Inteligência indicava que militantes do Estado Islâmico estavam preparando “operações suicidas e ataques visando as celebrações de Ano Novo em várias províncias, particularmente na cidade de Alepo, tendo como alvo igrejas e locais de reunião de civis”.
Muitos líderes cristãos da região compareceram ao funeral do soldado para prestar suas homenagens. O ataque trouxe à memória outro atentado recente, que ocorreu há pouco mais de seis meses, em 22 de junho quando um homem-bomba atacou a igreja de Mar Elias em Dweila, Damasco, e 22 cristãos foram mortos.
As autoridades afirmaram que o autor desse atentado também estava ligado ao Estado Islâmico e poucas semanas depois impediram outro ataque a uma igreja na região de Tartous, prendendo mais três suspeitos de terrorismo.
A igreja na Síria precisa de orações em meio à instabilidade. Embora não controlem partes do país como faziam há cerca de dez anos, grupos do Estado Islâmico ainda estão presentes.