
A família de Gabriele Pereira, de 19 anos, atropelada na última quinta-feira (1º) em Timon, no Maranhão, afirma que o crime foi motivado por perseguição e cobra a prisão do suspeito, que continua foragido. Segundo os parentes, o homem seria um vizinho da vítima e não aceitava a recusa a qualquer tipo de envolvimento afetivo.
De acordo com o pai da jovem, Jerry Adriano, o atropelamento foi intencional. Ele relata que o suspeito avançou o carro deliberadamente contra Gabriele e a prima dela, que a acompanhava no momento do crime. A jovem sofreu um edema cerebral e permanece internada em estado grave. “Minha filha está lutando pela vida. Foi um ato de obsessão, algo doentio”, afirmou.
A prima da vítima, Francielle, contou que o suspeito estava parado em uma esquina quando as duas se aproximaram em uma motocicleta. Ao reduzir a velocidade, o motorista teria freado bruscamente e, em seguida, avançado com o veículo, atingindo as duas. Após o impacto, ele fugiu sem prestar socorro. “Ele jogou o carro em cima da gente e saiu rindo. A única coisa que eu peço é justiça”, disse.
Imagens de câmeras de segurança instaladas na rua registraram o momento em que o veículo avança em direção às vítimas. Segundo a família, o homem chegou a se apresentar em uma delegacia em Teresina acompanhado de advogado, mas acabou sendo liberado, e o procedimento não teve andamento imediato.
O pai de Gabriele teme que o caso fique impune e classifica o episódio como feminicídio. “Já falaram que o cérebro dela não reage. E se minha filha morrer? Ele vai continuar solto?”, questionou. A polícia segue investigando o caso e realiza buscas para localizar o suspeito, enquanto a família pede rigor na apuração e responsabilização do autor do crime.