
Voluntários que participam das buscas pelos irmãos Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos, localizaram, na manhã deste domingo (11), novas peças de roupas infantis em uma área de mata na zona rural de Bacabal. As crianças estão desaparecidas desde o dia 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos. Na quarta-feira, o menino Kauâ, de 8 anos, foi encontrado muito debilitado, e ainda se encontra internado.
De acordo com informações repassadas por integrantes da equipe de apoio, os objetos foram encontrados próximos a uma grota, em um trecho de vegetação fechada dentro do perímetro de buscas. No local, também foi localizada uma xícara de porcelana. Todo o material será analisado pela Polícia Civil do Maranhão, responsável pela investigação, que segue sob sigilo.
Esta é a segunda vez que roupas infantis são encontradas durante a operação. Na última quinta-feira (8), um calção e uma sandália foram localizados em outra área de mata. Após análise pericial, foi confirmado que os itens pertenciam a Anderson Kauã, de 8 anos, primo dos irmãos, que também havia desaparecido, mas foi encontrado com vida no mesmo dia.
Equipes da Perícia Oficial retornaram ao povoado ainda neste domingo para novos levantamentos técnicos. As autoridades mantêm cautela na divulgação de detalhes para não comprometer o andamento das apurações.

Força-tarefa completa nove dias de buscas
Nesta segunda-feira (12), as buscas chegaram ao nono dia consecutivo, com reforço expressivo das forças de segurança. Aproximadamente 600 pessoas, entre policiais, militares e voluntários, atuam na região. A operação conta com apoio de efetivos do Exército Brasileiro, além do Batalhão Ambiental da Polícia Militar.
Os trabalhos estão concentrados em uma área que possui lagos e açudes, onde anteriormente foram encontrados objetos de Anderson Kauã. O depoimento do menino, prestado aos familiares e à equipe de psicologia que o acompanha, indica que os irmãos permaneceram na região enquanto ele buscava ajuda.
Segundo o tenente-coronel Marcos Bittencourt, o terreno apresenta obstáculos significativos, como mata densa, trilhas escassas, áreas alagadas, ausência de energia elétrica e risco de armadilhas utilizadas por caçadores. A presença de serpentes e outros animais silvestres também exige atenção redobrada das equipes.
As buscas seguem com apoio de helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA), drones com sensores térmicos e cães farejadores. Moradores locais auxiliam indicando trilhas antigas, acessos pouco utilizados e rotas próximas ao rio Mearim. A mobilização de voluntários continua intensa, reforçando diariamente a esperança de localizar as crianças.