
A defesa do médico Alexandre Augusto Gomes divulgou, nesta quarta-feira (21), uma nota de esclarecimento sobre a morte da empresária Ariene Rodrigues, de 35 anos, natural de Pinheiro, após se submeter a uma lipoaspiração em uma clínica particular de São Luís. O comunicado é assinado pelo advogado Lymark Kamaroff, inscrito na OAB/RJ nº 109.192, e está datado de Rio de Janeiro, 21 de janeiro de 2026.
No texto, o advogado afirma atuar “na qualidade de patrono” do médico Alexandre Augusto Gomes, registrado no CRM sob nº 4463, e diz que, por sigilo profissional e pelas regras do Código de Ética Médica, não entraria “especificamente no mérito do procedimento”. Ainda assim, elenca pontos para “esclarecer” o caso.
Entre as informações apresentadas, a defesa sustenta que Ariene não tinha comorbidades nem contraindicação para a cirurgia. Segundo a nota, todos os exames foram realizados e não indicavam impedimento para o ato cirúrgico, e as etapas do procedimento teriam sido “cuidadosamente planejadas e executadas”, seguindo “rigorosos padrões de segurança e qualidade”.
A nota também menciona que, “conforme consta do laudo de necrópsia, já de conhecimento público”, a paciente teria sido vítima de uma “embolia pulmonar maciça”. Com base nisso, a defesa afirma que “não há culpa ou nexo de causalidade” entre a fatalidade e a atuação do médico, alegando que o profissional teria agido com diligência e prestado atendimento sem poupar esforços para evitar o desfecho.
Outro ponto destacado é que, de acordo com o comunicado, todas as pacientes do profissional assinam termo de consentimento livre e esclarecido, prevendo a possibilidade de eventos adversos, como complicações ou intercorrências.
Ao final, o advogado registra solidariedade aos familiares de Ariene e diz estar à disposição para prestar informações “dentro da limitação legal imposta”.
Confira abaixo a nota na íntegra da defesa

Polícia Civil investiga
Em nota, a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou anteriormente que o caso está sendo investigado pelo 13º Distrito Policial do Cohatrac. Segundo a corporação, familiares, testemunhas e profissionais envolvidos no procedimento devem ser intimados, além da requisição de perícias para auxiliar no esclarecimento completo dos fatos.