
A rede pública de saúde passará a contar, a partir de fevereiro, com um novo imunizante voltado à prevenção da bronquiolite infantil em grupos específicos de bebês e crianças. O nirsevimabe, de nome comercial Beyfortus, será incorporado ao Sistema Único de Saúde com aplicação direta nos recém-nascidos e crianças elegíveis, conforme diretrizes definidas pelo Ministério da Saúde.
O público atendido inclui bebês prematuros nascidos após agosto de 2025, com idade gestacional inferior a 37 semanas e até seis meses de vida no momento da aplicação, independentemente do peso ao nascer. Também estão contempladas crianças com até 24 meses que apresentem comorbidades associadas a maior risco de complicações respiratórias, como doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatias congênitas, anomalias congênitas das vias aéreas, doenças neuromusculares, fibrose cística, imunodeficiências graves de origem congênita ou adquirida e síndrome de Down.
De acordo com o cronograma estabelecido, os bebês prematuros nascidos após agosto de 2025 deverão receber o nirsevimabe também no início de 2026, desde que tenham menos de seis meses de idade na data da aplicação. A orientação do Ministério da Saúde é que o imunizante seja ofertado ao longo de todo o ano para os recém-nascidos elegíveis, ainda na maternidade ou durante internação neonatal, desde que o bebê esteja clinicamente estável e não haja contraindicações à administração intramuscular.
A bronquiolite infantil é causada, principalmente, pelo vírus sincicial respiratório, responsável por elevado número de internações pediátricas no país, inclusive no Maranhão. Diferentemente do imunizante Abrysvo, destinado à aplicação em gestantes e já incorporado ao SUS, o nirsevimabe é administrado diretamente nos bebês, atuando por meio da imunização passiva.
Nesse modelo, os anticorpos contra o vírus sincicial respiratório são fornecidos diretamente ao organismo da criança, o que permite proteção imediata após a aplicação. A inclusão do imunizante no sistema público tem como objetivo ampliar a prevenção da doença em grupos considerados mais vulneráveis e contribuir para a redução da demanda por atendimentos hospitalares durante os períodos de maior circulação do vírus.