Por Patrícia Bogéa de Matos, fisioterapeuta, Esp. Microfisioterapia, Leitura Biológica, Terapia Manual, Terapia Cranio Sacral e Psych-k
Não é porque você foi educado de forma rígida que tem que repetir o mesmo padrão. No passado, pouco se falava sobre habilidades socioemocionais; hoje, há informação acessível e conhecimento suficiente para quem decide aprender sobre os benefícios de um comportamento mais pacífico, consciente e resiliente.
Pais que agem de forma disfuncional, por falta de paciência, falando de maneira ríspida e agindo sem cuidado, empatia e respeito, acabam reproduzindo padrões herdados de gerações que não tiveram acesso à inteligência emocional. Esses comportamentos prejudicam o desenvolvimento natural da criança, que ainda está em processo de aprendizado e construção de suas habilidades.
É responsabilidade básica dos pais estarem atentos aos próprios pensamentos, comportamentos e ações. Aprender a pausar, meditar, reconhecer emoções somatizadas e escolher agir com mais empatia e gentileza não significa “passar a mão na cabeça” ou deixar de educar o filho para a vida. Significa decidir ser um adulto mais consciente, respeitoso e emocionalmente disponível para o filho.
Tomar consciência de atitudes intolerantes e agressivas, e passar a escolher o acolhimento ao invés de comportamentos disfuncionais, especialmente quando a criança enfrenta dificuldades em algo que os pais já dominam, é um passo fundamental para a transformação. Esse movimento promove relações afetivas mais saudáveis, responsáveis e conexões fortalecidas com os filhos, com espaço para diálogos saudáveis e edificantes.