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Justiça mantém intervenção na FMF e admite co-gestão com indicação da CBF

Interventora deverá apresentar relatório atualizado sobre a administração da entidade.

Fonte: Redação
Susan Lucena comanda a intervenção na FMF (Foto: Reprodução)

A Justiça do Maranhão deu novo passo no processo que discute a gestão da Federação Maranhense de Futebol (FMF). Em decisão recente, a Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís manteve a intervenção judicial na entidade, sob o comando de Susan Lucena, e abriu a possibilidade de participação direta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por meio da indicação de um co-interventor.

A medida ocorre no âmbito de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Maranhão, que questiona aspectos administrativos da FMF e do Instituto Maranhense de Futebol (IMF), além de envolver dirigentes e membros de conselhos fiscais.


Participação da CBF no processo

No despacho, o juiz responsável pelo caso acolheu parcialmente pedido formulado pela CBF, que manifestou interesse em atuar no saneamento de eventuais irregularidades na federação estadual. A entidade nacional também indicou a intenção de sugerir um nome para colaborar na administração provisória.

O magistrado entendeu que, neste momento, a solução mais adequada é a nomeação de um co-interventor, que atuaria em conjunto com a interventora judicial já designada para a FMF. Caso opte por fazer a indicação, a CBF deverá apresentar o nome até cinco dias antes da audiência marcada no processo.


Audiência pode definir novos rumos

A Justiça agendou audiência de conciliação para o dia 16 de março de 2026, às 9h, com possibilidade de realização presencial, no Fórum do Calhau, em São Luís, ou por videoconferência.

Foram intimados a participar do ato o Ministério Público, representantes da FMF e do IMF, dirigentes citados na ação, a CBF, terceiros interessados e entidades admitidas como amicus curiae, entre elas o Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Maranhão.

Além da audiência, a interventora judicial deverá apresentar relatório circunstanciado e atualizado das irregularidades administrativas identificadas até o momento, documento que poderá influenciar diretamente os próximos desdobramentos do processo.


Entenda o cenário

A Ação Civil Pública foi proposta com o objetivo de apurar supostas falhas na condução administrativa da FMF, incluindo questões ligadas à transparência, assembleias e dever de informação. O processo tramita sem segredo de justiça.

A eventual entrada de um co-interventor indicado pela CBF reforça o caráter institucional do caso, ampliando o debate sobre governança e supervisão das federações estaduais.


Impactos no futebol maranhense

Embora ainda não haja decisão definitiva sobre o mérito da ação, a manutenção da intervenção mantém a gestão da FMF sob supervisão judicial. O desfecho poderá ter reflexos diretos na organização de competições estaduais, na relação com clubes e na condução administrativa da entidade.

A audiência de março será um momento decisivo para avaliar se haverá acordo entre as partes ou se o processo seguirá para novas determinações judiciais.

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