Justiça mantém prisão preventiva de oito vereadores de Turilândia por suspeita de desvio milionário

Tribunal confirma conversão de prisão domiciliar em preventiva após descumprimento de medidas cautelares

Fonte: Da redação

A Justiça do Maranhão manteve, após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (12), a prisão preventiva de oito vereadores do município de Turilândia investigados por participação em um suposto esquema de desvio de recursos públicos. A medida ocorre após a conversão da prisão domiciliar em preventiva, em razão do descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas.

A decisão foi proferida na quarta-feira (11) pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), sob relatoria da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. Segundo as informações do processo, os parlamentares teriam descumprido determinações judiciais, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de manter contato entre os investigados.

Após a nova decisão, os vereadores foram conduzidos à Delegacia Regional de Santa Helena e deverão ser encaminhados ao Presídio de Pinheiro, onde permanecerão à disposição da Justiça. Dois parlamentares, Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz, não foram incluídos na nova ordem de prisão, conforme informou o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), por não terem violado as medidas cautelares.

Os investigados são Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes. Eles estão entre os alvos de investigação que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar R$ 56,3 milhões dos cofres da Prefeitura de Turilândia, com foco em contratos ligados às áreas da Saúde e da Assistência Social.

De acordo com o Ministério Público, os crimes investigados incluem organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. O prefeito Paulo Curió também é apontado nas investigações como líder do suposto esquema e encontra-se preso desde o fim do ano passado. Segundo o MP-MA, ele teria coordenado a estrutura, utilizando contratos considerados fraudulentos e empresas de fachada para viabilizar os desvios. O caso segue sob apuração.

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