Falência da empresa 1001 provoca demissões e ameaça operação de ônibus na Grande Ilha

Encerramento das atividades ocorre após meses de crise financeira e sucessivas greves por atraso de salários.

Fonte: Redação

A decisão ocorre após um longo período de dificuldades financeiras e paralisações (Foto: Reprodução)

A empresa de transporte coletivo Expresso Rei de França (1001) anunciou falência neste sábado (21), iniciando o desligamento de trabalhadores e gerando incerteza sobre a continuidade do atendimento em diversas linhas da Grande São Luís. A decisão ocorre após um longo período de dificuldades financeiras e paralisações provocadas por atrasos salariais.

Funcionários participaram de uma reunião realizada pela manhã, quando foram informados sobre o encerramento das operações e convidados a aderir a acordos de demissão. Segundo representantes da categoria, apenas parte dos trabalhadores aceitou os termos apresentados, já que alguns direitos trabalhistas não deverão ser pagos de forma imediata.

Até o momento, a empresa não divulgou nota oficial detalhando os próximos passos após o decreto de falência.

Transporte pode ser impactado em vários bairros

A saída da 1001 do sistema de transporte coletivo pode afetar diretamente moradores de diferentes regiões atendidas pelas linhas da empresa. Entre os bairros impactados estão Ribeira, Viola Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu.

Órgãos responsáveis pelo transporte público devem discutir medidas emergenciais para evitar interrupções prolongadas no serviço, já que milhares de passageiros dependem diariamente dessas rotas.

Crise se arrastava desde 2025

A falência consolida um cenário de instabilidade que vinha se agravando desde o fim de 2025. Em novembro daquele ano, rodoviários iniciaram a primeira greve motivada por salários atrasados e falta de pagamento de benefícios. A paralisação durou quase duas semanas.

Novos protestos ocorreram na véspera do Natal e voltaram a se repetir em janeiro deste ano, quando a frota chegou a ficar totalmente parada. As sucessivas interrupções evidenciaram a fragilidade financeira da empresa e aumentaram a pressão sobre o sistema de transporte da região metropolitana.

Agora, o desafio das autoridades será reorganizar as linhas e minimizar os impactos à população enquanto se define o futuro da operação anteriormente realizada pela 1001.

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