Mulher mascarada é presa suspeita de dopar, torturar e roubar homem

Vítima sofreu agressões e teve costelas quebradas após ser atraída para casa da investigada.

Fonte: Com informações de Michele Mendes, TV Globo — Brasília

Mulher mascarada foi presa por torturar homem no DF (Foto: Reprodução)

Uma mulher de 24 anos foi presa suspeita de dopar, torturar e roubar um homem de 54 anos na madrugada de quarta-feira (26), em Ceilândia, no Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, a investigada teria planejado o crime após conhecer a vítima em um bar da região.

De acordo com as investigações, os dois consumiam bebidas em um estabelecimento localizado na QNM 6, em Ceilândia Norte, quando decidiram seguir para a residência da suspeita, situada nas proximidades. No local, o homem teria sido dopado com medicamentos sedativos misturados em uma garrafa de água.

Após perder a capacidade de reação, a vítima foi amarrada, agredida e submetida a tortura. A polícia afirma que a mulher utilizou uma faca durante as agressões e registrou parte da violência em vídeo, aparecendo mascarada nas imagens.

Ainda segundo a investigação, o objetivo do crime era roubo. A suspeita teria levado o celular, um par de tênis e a carteira da vítima após as agressões.

Mesmo ferido, o homem conseguiu fugir e procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia. Ele apresentava duas costelas quebradas e diversos hematomas na cabeça.

A prisão ocorreu na própria unidade de saúde, quando a mulher apareceu no local procurando pela vítima e fazendo ameaças. A Polícia Militar foi acionada e conduziu a suspeita à delegacia, onde ela confessou o crime e afirmou ter planejado a ação.

Segundo a polícia, a investigada possui diversas passagens anteriores por crimes como ameaça, furto, injúria e tráfico de drogas. Durante buscas na residência, foram apreendidos cartões bancários e um notebook que podem estar relacionados a outro crime semelhante registrado dias antes, com o mesmo modo de atuação.

A mulher foi autuada por roubo com restrição de liberdade e uso de arma branca. Em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (26), a Justiça manteve a prisão preventiva, destacando a gravidade das agressões e o risco à integridade da vítima. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Judiciário.

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