A desconfiança dos brasileiros em relação ao Supremo Tribunal Federal passou a superar numericamente a confiança na Corte pela primeira vez desde novembro de 2022, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (12). O levantamento mostra que 49% dos eleitores afirmam não confiar no STF, enquanto 43% dizem confiar na instituição.
Os dados indicam mudança em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada em agosto de 2024. Na comparação, a confiança caiu sete pontos percentuais, enquanto a taxa de desconfiança subiu dois pontos. O estudo foi realizado presencialmente com 2.004 entrevistados entre os dias 6 e 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A percepção sobre o papel institucional do Supremo também aparece em outros indicadores do levantamento. Segundo a pesquisa, 72% dos entrevistados consideram que a Corte exerce poder excessivo, enquanto 18% discordam dessa avaliação.
Outro dado aponta que 59% dos eleitores concordam com a afirmação de que o STF atua de forma alinhada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse recorte, 26% discordam da afirmação.
O levantamento também mediu a percepção eleitoral sobre o tema. Sessenta e seis por cento dos entrevistados afirmaram considerar importante votar em candidatos ao Senado que defendam deliberar sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo. Outros 22% discordaram dessa posição.
Mesmo com o avanço da desconfiança, a pesquisa mostra que parte dos eleitores ainda associa o STF à estabilidade institucional. Cinquenta e um por cento afirmam que a Corte foi fundamental para a manutenção da democracia no país, enquanto 38% discordam dessa avaliação.
Os dados foram divulgados em meio ao aumento da repercussão política envolvendo ministros do Supremo nas últimas semanas.