
As negociações envolvendo o reajuste salarial dos rodoviários da Grande São Luís tiveram resultados diferentes após audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na noite desta quinta-feira (12). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA), houve avanço nas tratativas com o sistema semiurbano, enquanto o sistema urbano segue sem acordo, mantendo o estado de greve nesta sexta-feira (13).
A entidade informou que as conversas ocorreram para tratar do cumprimento da decisão judicial que determinou reajuste salarial para a categoria. Apesar de um indicativo positivo no transporte semiurbano, a falta de posicionamento das empresas do sistema urbano continua gerando preocupação entre os trabalhadores.
Proposta no semiurbano pode evitar paralisação
De acordo com o sindicato, durante a audiência foi apresentado um indicativo de pagamento para os trabalhadores do sistema semiurbano, responsável por atender municípios da região metropolitana que se deslocam diariamente para São Luís.
Caso o pagamento seja confirmado, a expectativa é de que os ônibus desse sistema continuem operando normalmente, evitando paralisação nas linhas que ligam cidades da Grande Ilha.
O avanço nas negociações é visto como um passo importante para cumprir a decisão da Justiça do Trabalho que determinou o reajuste salarial da categoria.
Sistema urbano permanece sem definição
Enquanto isso, o cenário do transporte urbano de São Luís segue indefinido. Segundo o STTREMA, até o momento as empresas responsáveis pelo serviço na capital não apresentaram qualquer proposta para efetivar o pagamento do reajuste.
Sem avanço nas negociações, cresce a possibilidade de paralisação total dos ônibus urbanos já nas primeiras horas desta sexta-feira.
O sindicato afirma que continuará pressionando o Sindicato das Empresas de Transportes (SET) para que apresente uma solução imediata e evite novos prejuízos aos trabalhadores e à população.
Greve pode afetar milhares de passageiros
Caso a paralisação seja confirmada, o impacto no transporte público da capital pode ser significativo. O sistema coletivo da Grande São Luís conta atualmente com cerca de 4,5 mil a 5 mil trabalhadores, responsáveis pela operação das linhas que atendem milhares de passageiros todos os dias.
Inicialmente, a greve estava prevista para começar na quinta-feira (12), mas a data foi alterada após orientação jurídica. A mudança permitiu o cumprimento do prazo legal e ampliou o tempo para negociação com as empresas.
Segundo o presidente do sindicato, Marcelo Brito, nenhuma empresa do transporte coletivo efetuou o pagamento do reajuste salarial determinado pelo TRT.
O impasse ocorre em meio a uma sequência de dificuldades enfrentadas pelo transporte público da capital desde o início do ano, incluindo ameaças de paralisação, redução de linhas e interrupções no serviço.