
A Polícia Civil do Maranhão prendeu nesta quarta-feira, dia 18, dois suspeitos de terem incendiado uma loja de roupas no bairro Vicente Fialho, em São Luís, na madrugada do dia 1º de março. Aline de Carvalho Diniz e Weriston Santos foram localizados no bairro São Cristóvão 18 dias após o crime e, durante os depoimentos, confessaram ter ateado fogo no estabelecimento. A investigação foi possível graças às imagens das câmeras de segurança instaladas na região, que registraram toda a dinâmica da ação e permitiram traçar a cronologia do crime até a identificação da dupla.
As câmeras mostram um homem e uma mulher chegando ao local com um galão de líquido inflamável. O homem arrombou o portão enquanto a mulher aguardava do lado de fora. Após a entrada dos dois no imóvel, uma explosão ocorreu minutos depois, e o estabelecimento, localizado no Center Fialho, na Avenida Santa Isabel, foi completamente tomado pelas chamas. A área foi isolada para perícia e a proprietária, a empresária Ellen Carvalho, registrou boletim de ocorrência na época, afirmando suspeitar da participação de uma pessoa, sem detalhar o nome no momento.
Durante os depoimentos prestados após a prisão, Aline e Weriston afirmaram ter recebido R$ 2 mil de um policial identificado apenas pelo nome de Samuel para realizar o ataque. Segundo os suspeitos, o policial trabalhava a serviço de Wellington Lima Bacelar, ex-marido de Ellen Carvalho, apontado como o mandante do incêndio. A dupla relatou ainda que o intermediário chegou a perguntar se eles teriam disposição para matar a empresária. Segundo Aline e Weriston, a proposta foi recusada, mas ambos aceitaram o pagamento para incendiar o estabelecimento.
Wellington Lima Bacelar já se encontrava preso desde o dia 9 de março, detido por descumprir medidas protetivas de urgência concedidas à empresária Ellen Carvalho. A investigação sobre o incêndio e o envolvimento do policial Samuel segue em andamento pela Polícia Civil.