
O governador Carlos Brandão reuniu todo o secretariado estadual, no Palácio dos Leões, para alinhar a saída de auxiliares que pretendem disputar as eleições de outubro. O encontro, que se estendeu por cerca de cinco horas, teve como foco a reorganização da equipe diante do calendário eleitoral.
Durante a reunião, ficou definido que os secretários interessados em concorrer a cargos eletivos devem deixar suas funções até o dia 31 de março, prazo estabelecido pela legislação eleitoral. Ao todo, 13 integrantes do governo foram apontados como pré-candidatos, com projeções tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara dos Deputados.
Entre os nomes cotados para a disputa estadual estão Tiago Fernandes (Saúde), Paulo Casé (Desenvolvimento Social), Cricielle Muniz (Iema), Luís Henrique (Trabalho), Wolmer Araújo (Pesca), Júnior Vianna (Articulação Política), Sebastião Madeira (Casa Civil), Natássia Weba (Ciência e Tecnologia) e Abigail Teles (Mulher).
Já para a Câmara Federal, aparecem Vinicius Ferro (Planejamento), Bira do Pindaré (Agricultura Familiar) e Washington Oliveira (Representação Institucional no Distrito Federal).
Outro movimento relevante envolve Orleans Brandão, que também deve deixar o cargo até o fim do mês para disputar o governo do estado.
Ao longo do encontro, os secretários que devem se desincompatibilizar apresentaram balanços de suas gestões e indicaram os próximos passos políticos. Em um discurso mais amplo, Brandão relembrou sua trajetória e a formação do grupo político que assumiu o comando do estado em 2015, com a eleição de Flávio Dino.
O governador também mencionou o aumento de ações judiciais no cenário político recente, destacando que não havia enfrentado esse tipo de situação ao longo de sua carreira pública. A fala foi interpretada como reflexo do ambiente de tensão que antecede o período eleitoral.
Com a saída prevista de parte do secretariado, o governo estadual deve promover ajustes na equipe para manter a continuidade das ações administrativas. A reunião serviu, além de organizar a transição, para alinhar estratégias e consolidar o grupo político para as eleições.