Roberto Rocha acusa Dino de perseguição e questiona julgamento no STF

Rocha afirmou que o julgamento está nulo, que possui comprovante de dois votos distintos e que as ações judiciais não têm impacto eleitoral imediato

Fonte: Da redação

O ex-senador maranhense Roberto Rocha usou um podcast para fazer críticas públicas ao Supremo Tribunal Federal, questionar a condução de um processo judicial em que é investigado e, de forma surpreendente, sair em defesa do governador Carlos Brandão, seu adversário político declarado, diante do que classificou como tentativa de afastamento em pleno ano eleitoral.

Ao abordar a situação de Brandão, Rocha foi direto ao separar a divergência política do que chamou de erro institucional. Para ele, apoiar condutas equivocadas, independentemente de quem seja a vítima, é um caminho que eventualmente se volta contra quem o tolerou. A defesa do governador foi explícita, ainda que acompanhada da ressalva de que os dois estão em lados opostos do espectro político maranhense.

No campo judicial, Rocha direcionou suas críticas principalmente ao ministro Flávio Dino, a quem atribuiu a iniciativa de reabrir o processo que corre contra ele no STF. O ex-senador afirmou que Dino votou no caso mesmo sendo impedido por lei, por ser o autor da ação, o que, segundo Rocha, vicia o julgamento e o torna nulo. Ele disse possuir comprovante de dois votos distintos proferidos pelo ministro no mesmo processo.

Rocha também questionou o comportamento da ministra Cármen Lúcia, que segundo ele havia votado pelo arquivamento do caso ainda em 2022 e teria mudado de posicionamento posteriormente. Para o ex-senador, a reversão do voto atendeu a uma motivação política ligada à influência de Flávio Dino sobre o julgamento.

Apesar do tom combativo ao longo da entrevista, Rocha minimizou o potencial impacto eleitoral das ações judiciais em curso, afirmando que esse tipo de processo não produz efeito nas urnas. Ao mesmo tempo, deixou em aberto a possibilidade de uma eventual declaração de inelegibilidade, diante da qual disse não ter o que fazer. Ao encerrar o trecho sobre o tema, voltou a atacar o ministro Flávio Dino, afirmando que ele deveria se ocupar de outras coisas além de perseguir pessoas.

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