Trem de passageiros que conecta Maranhão ao Pará já transportou cerca de 16 milhões de pessoas

Com tarifas até 50% menores que as rodoviárias, o trem é a principal forma de acesso a comunidades ao longo dos quase 900 km

Fonte: Da redação com Vale

Quatro décadas de operação contínua entre o Maranhão e o Pará resultaram em um número que impressiona pela escala: cerca de 16 milhões de pessoas transportadas pelo trem de passageiros da Estrada de Ferro Carajás desde o início do serviço, em 1986. Para situar a dimensão do dado, o volume acumulado equivale à população do estado do Rio de Janeiro, ou ainda à de países como Senegal, Equador e Países Baixos. A estimativa foi construída com base nos números anuais de viagens e na média de passageiros por composição ao longo das quatro décadas de funcionamento.

A relevância do serviço vai além dos números absolutos. Com tarifas que chegam a custar até 50% menos do que as praticadas pelas empresas rodoviárias, o trem funciona como o principal meio de acesso a dezenas de comunidades ao longo dos quase 900 quilômetros que separam São Luís de Parauapebas. Para muitas localidades, a ferrovia não é apenas uma alternativa de transporte, mas a única rota viável diante da precariedade ou da ausência de estradas. Em 2024, o serviço atingiu seu recorde histórico anual, transportando 423 mil passageiros.

A Vale, que opera a ferrovia, anunciou duas novidades para os próximos anos. A partir de julho de 2026, os passageiros passarão a contar com internet a bordo, com conectividade nos moldes da oferecida na aviação comercial. Os detalhes sobre o acesso ao serviço, tanto nas estações quanto dentro dos trens, serão divulgados até junho. Já em 2027, o serviço passará a operar nos dois sentidos de forma simultânea e diária: enquanto uma composição parte do Maranhão em direção ao Pará, outra seguirá no sentido contrário, ampliando a frequência e a regularidade para os usuários de toda a rota.

Para o diretor de operações da ferrovia, João Junior, os números acumulados em quatro décadas reforçam o papel estratégico que o transporte ferroviário desempenha nas comunidades atendidas, não apenas como alternativa logística de melhor custo-benefício, mas como agente de integração social e desenvolvimento regional entre os estados do Maranhão e do Pará.

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