
A morte da menina Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, após um jantar em família na cidade de Alto Horizonte, no norte de Goiás, ganhou novos desdobramentos após o relato da mãe à polícia. Segundo Nábia Rosa Pimenta, o padrasto das crianças, Ronaldo Alves de Oliveira, enviou a ela um vídeo com ameaças dias antes do ocorrido.
De acordo com a investigação, no vídeo o suspeito aparece abalado e faz declarações sobre “dar um jeito na vida dos outros”, o que levantou suspeitas sobre uma possível motivação para o crime. A mãe afirmou que o relacionamento era marcado por conflitos e que o homem não aceitava o fim da relação.
“Ele teria motivos de sobra para me atacar. Meu medo é que, para me atingir, ele tenha feito algo contra as crianças”, disse em entrevista.
Weslenny morreu no sábado (28), poucas horas após jantar com a família. O irmão, de 8 anos, também passou mal após a refeição e permanece internado. Segundo a polícia, ambos consumiram arroz, feijão e carne moída. A perícia apontou que a causa da morte foi envenenamento por chumbinho, substância também encontrada nos alimentos.
A investigação indica que o padrasto foi responsável pelo preparo da comida naquela noite. O caso ganhou ainda mais gravidade após a suspeita de que a substância tenha sido dosada de forma diferente entre os alimentos consumidos.
O suspeito está preso desde o dia 1º de abril e é investigado por feminicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio triplamente qualificado. Em depoimento, o irmão sobrevivente relatou que ele e a irmã já haviam sido agredidos anteriormente pelo padrasto.
Além disso, a polícia apura a possibilidade de participação de outras pessoas. Celulares foram apreendidos, testemunhas estão sendo ouvidas e novos laudos periciais devem ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.
A defesa de Ronaldo afirma que o vídeo citado foi gravado há mais de três anos e nega qualquer histórico de agressão contra as crianças. Os advogados também sustentam a inocência do suspeito e dizem que ele se apresentou espontaneamente para colaborar com as investigações.
O caso segue em andamento e é tratado como prioridade pelas autoridades.