O Maranhão deve registrar cerca de 9,6 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A estimativa aponta que, ao longo de três anos, o número de diagnósticos pode superar 28 mil no estado, com taxa de 119 casos a cada 100 mil habitantes, excluindo tumores de pele não melanoma.
O cenário reforça o avanço da doença como um desafio crescente para a saúde pública e evidencia a necessidade de ações voltadas à prevenção. Especialistas alertam que boa parte dos casos está associada a fatores que podem ser modificados no dia a dia.
Entre os principais riscos estão o sedentarismo, a alimentação inadequada e o excesso de peso. A prática regular de atividade física, aliada a uma dieta equilibrada, contribui para reduzir a incidência de diferentes tipos de câncer.
Além disso, o consumo de álcool e o uso de tabaco continuam entre os fatores mais relevantes no desenvolvimento da doença. Ambos são considerados carcinogênicos e estão ligados a tumores em diferentes partes do corpo.
Outro ponto destacado por especialistas é o impacto da rotina na saúde. Falta de sono e estresse contínuo podem enfraquecer o sistema imunológico e favorecer o surgimento de doenças, incluindo o câncer.
O diagnóstico precoce segue como um dos principais aliados no combate à doença. Exames de rastreamento permitem identificar alterações ainda em fase inicial, aumentando as chances de tratamento eficaz.
A orientação é que a população mantenha acompanhamento médico regular e adote hábitos saudáveis como estratégia contínua de prevenção.