Conta de luz terá cobrança extra em maio com bandeira amarela

Consumidores terão cobrança adicional na energia em maio após mudança de bandeira tarifária

Fonte: Da redação

A Agência Nacional de Energia Elétrica informou que as contas de luz terão bandeira tarifária amarela no mês de maio, encerrando um período de quatro meses consecutivos de bandeira verde. Com a mudança, passa a ser cobrada uma taxa adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, elevando o custo da energia para consumidores residenciais, comerciais e industriais.

A decisão reflete a transição do período chuvoso para o período seco, que reduz o volume de água nos reservatórios e limita a geração por usinas hidrelétricas, principal fonte da matriz elétrica brasileira. Com menor disponibilidade hídrica, aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado e impactam diretamente a tarifa de energia.

Entre janeiro e abril, a bandeira verde havia sido mantida em razão de condições favoráveis de geração, sem cobrança adicional nas contas. A mudança para a bandeira amarela indica uma deterioração gradual dessas condições, ainda que em nível considerado moderado dentro do sistema de bandeiras tarifárias. Esse mecanismo foi criado para sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia no país, permitindo ajustes no consumo diante de cenários mais caros.

No modelo vigente, além da bandeira amarela, existem os patamares da bandeira vermelha, que representam situações de maior pressão sobre o sistema elétrico. No patamar 1, o custo adicional é de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, enquanto no patamar 2 a cobrança sobe para R$ 7,87. Esses níveis são acionados quando há necessidade mais intensa de geração térmica, geralmente associada a períodos prolongados de seca ou baixa nos reservatórios.

A adoção da bandeira amarela em maio ocorre em um contexto de aumento já observado nas tarifas de energia em diversas regiões do país, pressionadas por fatores estruturais como encargos setoriais e custos de geração. Embora o impacto individual da bandeira amarela seja limitado, a mudança reforça um cenário de elevação gradual das despesas com energia, especialmente com a aproximação do período seco, quando o sistema elétrico tende a operar com maior custo.

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