
A participação feminina no mercado de trabalho cresceu 11%, alcançando 8 milhões de mulheres empregadas, segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O avanço foi mais expressivo entre mulheres negras e pardas, com alta de 29%.
Apesar disso, a desigualdade salarial persiste. As mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens — índice praticamente estável em relação ao levantamento anterior. No salário mediano de contratação, a diferença também aumentou levemente.
A presença feminina na massa de rendimentos subiu para 35,2%, mas ainda está abaixo da participação no emprego (41,4%). Para equilibrar essa diferença, seria necessário um aumento de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos das trabalhadoras.
O relatório também aponta avanços em políticas corporativas, como jornada flexível e auxílio-creche, mas destaca que ainda há desigualdades regionais significativas. A pesquisa reúne dados de 53,5 mil empresas com 100 ou mais funcionários e faz parte da aplicação da Lei de Transparência Salarial.