
O Maranhão participou da Hannover Messe, considerada a principal feira industrial do mundo, apresentando um projeto voltado à descarbonização da cadeia produtiva do ferro por meio do uso de hidrogênio verde. A iniciativa integra a aliança internacional HYDEAS e reúne empresas como a Green Energy Park e a Vale.
Durante o evento, representantes do projeto destacaram que o Maranhão foi escolhido como base para a implantação da iniciativa devido a fatores logísticos, ambientais e estruturais, considerados adequados para operações industriais em larga escala com foco na exportação, especialmente para o mercado europeu.
A participação institucional do estado ocorreu por meio da Investe Maranhão, que atuou na articulação entre empresas e governo e na promoção do estado como destino para investimentos internacionais. Segundo representantes do projeto, a presença na feira também marcou uma nova etapa da iniciativa, que passa a avançar para fases mais aprofundadas de engenharia e estruturação financeira.
O projeto, inicialmente apresentado em 2024, foi oficialmente denominado HYDEAS durante o evento, consolidando a proposta de desenvolvimento de uma planta de hidrogênio verde no estado. A expectativa é que a iniciativa contribua para a produção de insumos industriais de baixo carbono e para a inserção do Maranhão na cadeia global de energia limpa e siderurgia sustentável.
Executivos envolvidos na iniciativa indicaram que a produção prevista no estado deverá ser direcionada principalmente ao mercado europeu, o que reforça a estratégia de posicionamento internacional do projeto.
A proposta está inserida em um movimento global de transição energética na indústria pesada, com foco na redução de emissões de carbono. Nesse contexto, o Maranhão passa a ser considerado como possível polo estratégico para produção de energia limpa e insumos industriais sustentáveis.
No âmbito local, o avanço do projeto envolve a atuação conjunta da ZPE Maranhão e da Investe Maranhão, com foco na estruturação institucional, apresentação de infraestrutura e apoio às etapas de implantação. Entre os diferenciais apontados estão a proximidade com o Porto do Itaqui, a conexão logística e o regime tributário aplicado à zona de exportação.