
SÃO LUÍS – Referência histórica do Tambor de Mina no Maranhão, a Casa de Nagô inicia no dia 13, às 17h, o tradicional Festejo do Divino Espírito Santo. Fundada no século XVIII e tombada como patrimônio estadual, a celebração de 2026 traz como destaque a relação entre práticas ancestrais e os desafios da justiça climática.
A programação reúne ritos tradicionais que mobilizam a comunidade da Madre Deus e do Centro Histórico, como o levantamento do mastro, cortejos, missa na Igreja de São Pantaleão, a Festa Grande e o encerramento com tambor de crioula em homenagem a São Benedito.
Além do aspecto religioso, o festejo também cumpre função social, com distribuição de alimentos e ações culturais abertas ao público. O protagonismo das mestras caixeiras e a participação das crianças reforçam a preservação da tradição.
Neste ano, a festa propõe reflexões sobre os impactos ambientais nas práticas culturais. Um exemplo é o mastro, que antes era retirado da natureza e hoje precisa ser comprado, evidenciando mudanças causadas pelo desmatamento.
A programação inclui ainda roda de conversa sobre racismo ambiental e uma oficina sobre o uso de ervas, fortalecendo a conexão entre espiritualidade, cultura e preservação ambiental.