Policiais são afastados após empresária investigada por tortura relatar “ajuda” para escapar da delegacia

Os áudios, divulgados pela TV Mirante, passaram a integrar o inquérito que apura a agressão contra uma empregada doméstica de 19 anos, grávida

Fonte: Da redação

A afirmação da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos de que não foi levada à delegacia porque um dos policiais que atenderam a ocorrência seria seu conhecido levou ao afastamento de quatro policiais militares no Maranhão. O caso ganhou novos desdobramentos após a divulgação de áudios anexados à investigação da Polícia Civil do Maranhão.

Os áudios passaram a integrar o inquérito que apura a agressão contra uma empregada doméstica de 19 anos, grávida, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A repercussão do conteúdo colocou sob questionamento a atuação inicial das forças de segurança no atendimento da ocorrência.

Nas gravações, a empresária relata as agressões praticadas contra a vítima e afirma que a jovem apresentava hematomas visíveis quando a viatura chegou ao imóvel. Mesmo assim, segundo o próprio relato de Carolina, ela não foi conduzida à delegacia. Em um dos trechos, ela afirma que “teve sorte” porque um dos policiais presentes a conhecia.

A Polícia Civil confirmou o afastamento de quatro integrantes da Polícia Militar do Maranhão enquanto os fatos são apurados. Os investigadores analisam se houve omissão ou irregularidade na condução da ocorrência.

O caso ocorreu em abril, quando a vítima denunciou ter sido espancada após ser acusada de furtar joias na residência onde trabalhava. Segundo o relato da jovem, as agressões continuaram mesmo depois que o objeto procurado foi encontrado dentro do imóvel. Ela registrou boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito, que confirmou as lesões.

A defesa da empresária contesta o conteúdo divulgado e afirma que houve distorção dos fatos. As investigações seguem em andamento.

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