Defesa de empresária presa em caso de agressão cita possível transtorno mental

Laudo confirma voz em áudios e defesa de empresária muda estratégia

Fonte: Da redação

Após a confirmação pericial de que os áudios anexados à investigação pertencem à empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, a defesa da acusada passou a sustentar a possibilidade de que ela tenha transtornos mentais. Carolina está presa por suspeita de agredir e torturar a empregada doméstica grávida Samara Regina, de 19 anos, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

A nova linha adotada pelos advogados surgiu após a conclusão dos laudos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Maranhão, que apontaram que a voz presente nas gravações é da própria empresária. Nos áudios, ela relata agressões praticadas contra a jovem e menciona detalhes da violência investigada pela polícia.

O advogado Otoniel D’Oliveira Chagas afirmou que Carolina pode apresentar distúrbios psicológicos. “A Carolina, ela provavelmente tem algum distúrbio psicológico, ou borderline, ou dupla personalidade, e isso deve ser levado em conta”, declarou.

A defesa anterior deixou o caso no domingo (10), alegando ter sofrido ameaças. Antes da divulgação do laudo pericial, Carolina havia negado à polícia ser a autora dos áudios divulgados durante a investigação.

A Polícia Civil também aguarda o resultado da perícia realizada em um equipamento DVR apreendido na residência da empresária. O aparelho armazena imagens das câmeras internas do imóvel e poderá fornecer registros visuais das agressões relatadas pela vítima.

Nesta segunda-feira (11), os investigadores ouviram Yuri Silva do Nascimento, marido de Carolina. Após prestar depoimento, ele foi liberado. Segundo o delegado Walter Wanderley, Yuri afirmou que não participou das agressões e que estava em outro ponto da rua no momento dos fatos, realizando um serviço elétrico em um veículo. O irmão da empresária também foi ouvido no decorrer das investigações.

Carolina Sthela permanece presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Já o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado pela investigação como participante das agressões, segue detido no Comando Geral da Polícia Militar.

Os dois são investigados pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, tortura, cárcere privado, injúria, calúnia e difamação. Segundo a polícia, as qualificadoras da tentativa de homicídio envolvem motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Durante depoimento prestado à Polícia Civil, Carolina afirmou que o anel mencionado no caso teria valor estimado em R$ 5 mil. Ela também declarou estar grávida de três meses e possuir problemas de saúde.

Publicidade