
O posicionamento foi divulgado depois que representantes da categoria levaram as reclamações à Câmara Municipal de São Luís e protocolaram documentos cobrando providências da administração municipal.
Entre as principais críticas feitas pelos servidores estão a falta de armamentos suficientes, ausência de equipamentos operacionais, deficiência de viaturas e condições consideradas inadequadas para atuação nas ruas da capital. Os guardas também relataram supostas retaliações internas contra integrantes da corporação.
Em resposta, a Semusc afirmou que a Prefeitura vem realizando investimentos desde 2021 para modernização da Guarda Municipal, incluindo renovação da frota, compra de uniformes, aquisição de equipamentos tecnológicos e armamentos, além de instrumentos não letais.
A secretaria também destacou mudanças implementadas na jornada de trabalho dos agentes, com redução da carga semanal de 40 para 30 horas e adoção da escala de 12 horas de serviço por 60 horas de descanso.
No comunicado, a pasta comentou ainda o episódio registrado no quartel da Guarda Municipal em março deste ano. Segundo a Semusc, as medidas administrativas adotadas seguem critérios legais, disciplinares e institucionais.
A secretaria ressaltou que a corporação é regida por princípios de hierarquia e disciplina e afirmou que possíveis irregularidades ou comportamentos incompatíveis com esses princípios precisam ser apurados dentro do devido processo legal.
As denúncias ganharam repercussão após sessão na Câmara Municipal, onde guardas municipais relataram dificuldades enfrentadas durante o patrulhamento e criticaram propostas encaminhadas pela Prefeitura relacionadas à corporação.
Com a repercussão do caso, vereadores passaram a defender a realização de uma audiência pública para debater a situação da Guarda Municipal de São Luís e as reivindicações apresentadas pelos servidores.