
O vereador de Timon Luís Carlos, conhecido como Kaká do Frigo Sá, foi preso neste sábado (30) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no município de Campo Maior, no Piauí. A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).
O parlamentar é investigado pela morte do empresário Antônio de Pádua Cunha Santos, assassinado a tiros em janeiro de 2023 no povoado São Severino, zona rural de Matões. Conforme as investigações conduzidas pela Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), ele estaria entre os supostos mandantes do crime.
Segundo a Polícia Civil, a execução teria sido motivada por uma suspeita de vingança. Os investigadores apontam que Antônio de Pádua foi acusado de envolvimento na morte de um familiar ligado ao grupo investigado. No entanto, a apuração realizada na época não encontrou provas que relacionassem a vítima ao caso.
A investigação identificou a atuação de uma organização formada por supostos mandantes e executores. De acordo com a polícia, o grupo teria contratado criminosos para executar o empresário mediante pagamento de aproximadamente R$ 100 mil. Em operações anteriores, quatro pessoas foram presas, entre elas investigados apontados como responsáveis pela logística e pela execução do homicídio.
Durante as diligências realizadas no Maranhão e no Pará, os policiais apreenderam armas de grosso calibre, munições e outros materiais considerados importantes para o inquérito. Parte do arsenal foi localizada em uma propriedade rural apontada pelos investigadores como possível local de reuniões relacionadas ao planejamento do crime.
O caso segue em tramitação na Justiça. Em abril deste ano, foram realizadas audiências de instrução e julgamento na Comarca de Matões, com a oitiva de testemunhas e apresentação de provas pelas partes.
Até o momento, a defesa do vereador não comentou a prisão deste sábado. Em janeiro, quando obteve habeas corpus para responder ao processo em liberdade, Kaká do Frigo Sá divulgou uma nota pública afirmando ser inocente, declarando confiança na Justiça e dizendo que provaria sua versão dos fatos ao longo do processo.
As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do crime e identificar eventuais outros envolvidos.