Flávio Bolsonaro defende maioria de direita para mudar a Constituição

Pré-candidato à Presidência participou de evento do agronegócio em Belo Horizonte

Fonte: Da redação

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que pretende construir uma maioria de centro-direita no Congresso Nacional caso seja eleito presidente da República em 2026. A declaração foi feita nesta segunda-feira (1º) durante o Eloos Itatiaia, evento voltado ao agronegócio realizado em Belo Horizonte.

Ao apresentar suas propostas, o pré-candidato defendeu uma base parlamentar com número suficiente de deputados e senadores para aprovar mudanças constitucionais e projetos considerados estratégicos para o país. Segundo ele, a formação de uma maioria alinhada ao Executivo contribuiria para ampliar a previsibilidade institucional e econômica.

Durante a participação no evento, Flávio Bolsonaro também defendeu uma redução significativa da estrutura administrativa federal. Entre as medidas citadas estão a diminuição do número de ministérios, a redução de cargos públicos comissionados e a criação de uma secretaria voltada à desburocratização da máquina pública.

O senador relacionou a necessidade de maior estabilidade jurídica ao desenvolvimento de projetos de infraestrutura e investimentos de longo prazo. Em sua avaliação, temas ligados a licenciamento ambiental, demarcação de terras indígenas e grandes obras de logística exigem maior segurança regulatória para atrair investimentos.

Ao comentar o ambiente econômico, o parlamentar afirmou que investidores estrangeiros demonstram interesse no potencial brasileiro, especialmente na área de segurança alimentar, mas apontou que questões relacionadas à insegurança jurídica e à previsibilidade econômica influenciam decisões de investimento.

Flávio Bolsonaro também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o aumento das despesas públicas e a situação fiscal do país representam desafios para a economia nacional.

Entre as propostas apresentadas ao setor produtivo, o senador defendeu medidas para ampliar a produção nacional de fertilizantes, acelerar projetos de exploração de petróleo na Margem Equatorial e rever modelos de concessão e leilão no setor energético.

O pré-candidato também citou a possibilidade de utilização de ativos da União para geração de receitas e redução da carga tributária. Segundo ele, imóveis pertencentes ao governo federal poderiam ser reunidos em estruturas de gestão e captação de recursos voltadas ao financiamento de investimentos públicos.

As declarações ocorreram durante encontro que reuniu representantes do agronegócio, empresários e lideranças políticas para debater temas relacionados à economia, infraestrutura e desenvolvimento do setor produtivo brasileiro.

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