Polícia localiza corpo de empresário que estava desaparecido em Imperatriz

Perícia em imóvel do Parque Anhanguera revelou marcas de tiros e vestígios de sangue.

Fonte: Redação

Corpo de Laércio Miller Rocha foi encontrado após vários dias de buscas (Foto: Reprodução)

Na tarde desta quinta-feira (11), o corpo do empresário Laércio Müller Rocha, de 33 anos foi encontrado ocultado em uma estrada vicinal no bairro Cidade Nova, na divisa entre os municípios de Imperatriz e Davinópolis.

De acordo com as autoridades locais, a vítima estava dentro de um saco plástico, que foi escondido no interior de um tambor. A identificação foi confirmada pela Polícia Civil após os agentes encontrarem a carteira com os documentos pessoais de Laércio junto ao cadáver.

O caso, que inicialmente era tratado como desaparecimento, passou a ser investigado como homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O ponto de virada na investigação ocorreu após a análise de imagens de câmeras de segurança do bairro Parque Anhanguera.

Os registros mostraram o empresário chegando a uma residência por volta das 3h38 da madrugada de sexta-feira (5). Ele estacionou o veículo e entrou no imóvel, de onde nunca mais saiu. O carro de Laércio foi abandonado no mesmo local e localizado por familiares no dia seguinte.

Ao entrarem na residência apontada pelas imagens, os peritos criminais encontraram um cenário de violência, com marcas que aparentam ser de disparos de arma de fogo nas paredes e possíveis manchas de sangue espalhadas pelo local.

Com base nos fortes indícios colhidos pela perícia, a Delegacia de Homicídios de Imperatriz solicitou a prisão temporária de três pessoas que residiam ou estavam no imóvel naquela madrugada. Os mandados foram expedidos pela Justiça e os alvos são: Thiago Guilherme Alves Monteiro, Gabriel Pereira Monteiro e Yala Kananda Costa Alves.

As ordens de prisão estavam sob sigilo judicial para não comprometer o andamento das buscas, mas a polícia decidiu confirmar a identidade dos envolvidos após os nomes vazarem em grupos de mensagens na região.

Até o momento, sete testemunhas já foram ouvidas voluntariamente pela Polícia Civil. O trio apontado como principal suspeito segue foragido, e as forças de segurança do Maranhão continuam mobilizadas para localizá-los e esclarecer toda a dinâmica do crime, assim como a motivação.

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